O Brasil frente ao México realizou uma exibição muito positiva. Este jogo entre duas equipas com a mesma cultura futebolista foi muito agradável. O Brasil sempre mais incisivo, com um futebol mais completo, com princípio meio e fim. Os mexicanos trocavam muito bem a bola no setor intermédio, mas foram deficientes a defender e inofensivos no ataque. Só uma vez Hiram Mier teve oportunidade de marcar após um erro de Marcelo.

O futebol que o Brasil desenvolveu perante os mexicanos pouco teve a ver com o que realizou frente ao Japão. Ontem, a dinâmica ofensiva foi sempre mas esclarecida e por isso criou várias situações para marcar. A defender, a equipa apresentou-se muto segura, onde  David Luiz sobressaiu. Está um senhor defesa central.

Neymar, muito mais interventivo, explanou mais vezes o seu potencial. Ele é excelente, é hábil, improvisa, é rápido a pensar e a decidir, é um ilusionista, esconde a bola e de repente mostra-a aos adversários, os quais hipnotizados raramente lha tiram. Na jogada do segundo golo tirou duas autênticas fintas da cartola. Para além da criatividade é também um finalizador exímio. Depois do sensacional golo inaugural, ontem marcou um golo de bandeira sem deixar a bola cair, rematou e marcou levantando o estádio.

Também o Itália-Japão foi um ótimo jogo. Um jogo de loucos. Este confronto demonstrou que em futebol a lógica é uma batata. Quem diria depois de assistir à primeira jornada que o Japão se superiorizaria aos transalpinos. Mas na realidade os japoneses, na tentativa de se classificarem para a fase seguinte, apresentaram um futebol sedento de golos e tomaram conta do jogo. E o que se viu foi os italianos perdidos em campo, sem chama, sem arte, amorfos, apáticos, lentos e incapazes de travar o Japão, o qual surpreendeu dada a dinâmica, a coesão e a forma esclarecida como abordaram o jogo.

Até aos cinco minutos finais da primeira parte o Japão deu um banho de bola e vencia por 2-0. Contudo, Rossi aos 41 minutos reduziu a diferença e o intervalo serviu para o treinador acordar os jogadores. A segunda parte iniciou-se com os italianos transfigurados para melhor e por isso perturbaram os nipónicos. E aconteceu um auto-golo e uma grande penalidade e surgiu a reviravolta.

A vencer por 3-2, a Itália recuou e tentou impor um ritmo lento. Mas o Japão tomou de novo conta do jogo e empatou. O fascínio dos golos, a incerteza do resultado final fez deste jogo um dos mas emocionantes desta prova. O Japão rápido, ligado, esclarecido, sempre na procura da vitória e esta só não aconteceu porque os deuses do futebol não quiseram. O Japão só não marcou o quarto golo porque Buffon aos 71 minutos defendeu magnificamente um remate de Honda e logo de seguida Hasebe atirou a roçar a trave. 

A emoção crescia e aos 81 minutos Okazaki rematou e a bola bateu com estrondo no poste e na recarga um japonês cabeceou à trave. Porém aos 86 minutos em contra ataque os italianos acabaram com os desígnios dos japoneses e marcaram o quarto golo.

Este jogo teve quase todos os ingredientes do futebol: erros, virtudes, desorganização e planeamento, velocidade e lentidão, emoção, alegria e tristeza, azar e sorte, momentos de futebol de primeira água e sobretudo sete golos. Os golos são o objetivo dos jogos. Assim vale a pena ficar acordado para assistir em suspense a um excelente espetáculo!

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