Sporting-Benfica: um dérbi para a eternidade e com caráter decisivo

Apelida-se o dérbi entre Sporting e Benfica de eterno porque está lá sempre e estará para sempre. Na presente temporada, já vão dois jogados e com o mesmo desfecho: vitória para os leões. E na perspetiva da turma de Rúben Amorim, esse é o único resultado possível e desejável para manter a luta pelo título viva nas jornadas que ficarão a faltar.

Os nove pontos que separam as águias da equipa de Alvalade não dão grande margem para esperanças alargadas na conquista da segunda posição, mas Nélson Veríssimo quererá aproveitar as boas sensações trazidas do épico empate a três em Anfield.

No papel, Amorim deverá tentar replicar a estratégia dos dérbis já ganhos na presente época: pressão coordenada à construção a partir de trás dos encarnados, quem sabe com Paulinho a marcar Weigl como fez na Luz e os laterais/alas ativos na pressão sobre os opositores e a procurarem dar projeção ofensiva por fora do bloco das águias.

Será importante perceber se Rafa Silva recupera a tempo do encontro, o que poderia significar uma preocupação extra para o aparelho defensivo leonino (conduções em velocidade e capacidade de desequilíbrio no um-contra-um).

É de esperar um Sporting dentro do habitual, ainda que a baixa de Matheus Reis vá pesar (seria fundamental a construir pela esquerda, quer como central ou como lateral). Neto deverá atuar no centro da defesa e Nuno Santos será o responsável pelas projeções na profundidade no flanco esquerdo.

Em Tondela, Paulinho foi poupado pelo risco de suspensão, mas deve voltar ao onze, apesar da boa resposta do tridente móvel Edwards-Sarabia-Pedro Gonçalves. Talvez caia o inglês do onze, apesar de ter mostrado já grande utilidade dentro deste modelo de jogo.

Benfica vs Sporting
Esgaio junto a Grimaldo. créditos: Lusa

Outro dado que pode ser significativo para a resolução deste duelo é o controlo a Darwin Núñez. Entre centrais e Pedro Porro (perspetivando que o uruguaio vá cair com frequência na faixa esquerda), Amorim terá de definir um plano para anular aquele que é neste momento o jogador mais determinante do conjunto encarnado. Será certamente um dérbi de duelos e na sequência do que já foram os últimos confrontos, quem souber anular melhor o oponente para depois capitalizar jogadas no momento ofensivo, estará numa posição vantajosa para triunfar.

Football is coming… to Wembley

A casa nobre do futebol inglês recebe este fim de semana as duas partidas das meias-finais da FA Cup. Disputadas durante alguns anos entre Villa Park, Old Trafford ou Hillsborough, entre outros estádios emblemáticos do futebol inglês, as “meias” da prova rainha inglesa regressaram a Wembley (já renovado) em 2008 para não sair mais. O primeiro encontro é digno de Sábado Gordo…, mas na Páscoa. Manchester City e Liverpool, provavelmente as duas melhores equipas da atualidade, voltam a encontrar-se, depois do empate a dois golos do último fim de semana, a contar para a Premier League.

Espera-se um jogo na mesma dimensão: um Manchester City a adaptar-se taticamente (no domingo, apresentou-se numa estrutura ofensiva em 4-2-2-2), com os laterais a assumirem papel fundamental e os atacantes a alternarem entre movimentos abertos e ataque à profundidade, com De Bruyne a ter margem para crescer nas costas dos médios contrários e Bernardo a assumir papel fundamental na construção próxima de Rodri.

Do lado oposto, um Liverpool apostado em progredir pelas laterais, com Alexander-Arnold e Robertson a ganharem preponderância (veremos como Klopp vai escapar à intuição de Pep para travar esse ponto forte) e com um jogo interior sustentado na mestria construtora de Thiago. Na frente, Salah-Diogo Jota-Mané prometem causar dificuldades ao setor recuado “citizen” e atenção a um Firmino motivado pelo bis frente ao Benfica – claramente a pedir minutos para este duelo que é uma autêntica final antecipada.

Manchester City vs Liverpool
Thiago Alcântara em luta com Bernardo Silva créditos: Photo by Paul ELLIS / AFP) /

Na outra meia-final, o dérbi londrino entre o Chelsea de Thomas Tuchel e o Crystal Palace de Patrick Vieira promete ser rico em termos táticos e veremos se o alemão leva até Wembley as adequações apresentadas no Santiago Bernabéu (com James como central pela direita, Loftus-Cheek mais aberto na lateral e Mount, Werner e Havertz com muita mobilidade na frente). Dois jogos diferentes em todas as dimensões, mas que prometem altos níveis de espetacularidade!

Compasso pascal à moda da Liga 3

O desejo de subida leva a que tenhamos este sábado duas paróquias em ebulição em plena Páscoa. Primeiro, às 15 horas, com a União de Leiria (4 pontos) a receber um dos líderes SC Braga B (5 pontos). Impulsionados pelo triunfo com bis de Nuninho na receção ao Vitória FC, os leirienses tentam vingar a derrota na jornada de estreia desta fase decisiva, perante uma jovem, mas talentosa equipa bracarense. Já em Setúbal, o Vitória joga uma autêntica final perante a Oliveirense.

Com apenas um ponto somado até aqui, a turma sadina tem de fazer uma ponta final de época perfeita para poder acalentar o sonho de regressar aos escalões profissionais. Pela frente, estará uma das equipas mais competitivas do escalão (atenção a nomes como João Paredes, Raniel ou Jaime Pinto).

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