Todos aguardavam com ansiedade a participação da Vodafone Giants na grande final nacional da Master League de CS: GO, mas no dia anterior ao MOCHE XL ESPORTS a equipa acabara por tombar às mãos da GTZ Bulls Esports. Os Bulls viriam a perder a final com a Offsset Esports, tornando-se a representante portuguesa no torneio internacional do grande certame de desportos eletrónicos. Em antecipação ao maior evento nacional das competições eletrónicas, o SAPO TEK teve oportunidade de entrevistar o melhor jogador português, aquele que muitos chamam de “Cristiano Ronaldo” do CS: GO, o Ricardo Pacheco, conhecido por todos como o Fox.

Questionado como vê o panorama de CS: GO e dos eSports em geral em Portugal, Fox admite que o famoso shooter competitivo é claramente o desporto eletrónico mais desenvolvido em Portugal e infelizmente, o panorama geral, não é muito animador. Ainda assim considera que o CS: GO tem registado algumas melhorias na competitividade das equipas “e sei que que o número de praticantes tem vindo a crescer”. O atleta deseja que a evolução continue e que no próximo ano esteja ainda melhor.

Quando comparado a Cristiano Ronaldo, no que diz respeito a ser considerado o melhor português, neste caso de CS: GO, Ricardo Pacheco afirma que essa posição se deve a muitos anos de dedicação e sacrifício em prol de uma carreira no videojogo competitivo. “Deixei de fazer muitas coisas para poder ser melhor neste jogo. Depois é também ter a sorte de ter bons companheiros ao longo da caminhada, vencer tudo o que há para vencer cá dentro e ter oportunidade de jogar lá fora”.

tek Fox

Nas suas melhores memórias da carreira como atleta de CS: GO, Fox destaca a época em que foi convidado para a K1CK, no seu início de carreira e quando começou a tirar alguma coisa do CS, ainda na época da versão 1.6. “Depois no CS: GO, quando fui convidado para a minha primeira equipa internacional, e finalmente, sem dúvida, quando joguei com os SK-Gaming”.

A carreira de Fox não foi fácil e ainda jovem teve de tomar uma decisão que se tornaria fulcral para o seu destino como atleta de alta competição de eSports: teve de abandonar uma outra carreira no motocross, que deixou alguns familiares tristes. “Eu era realmente bom no motocross e já entrava em várias competições, mas aos poucos o tempo ia escasseando”. O jovem Ricardo Pacheco tinha de se dividir entre a escola, jogar CS e andar de mota, “e o tempo não dava para tudo”, refere o atleta. O chamamento do CS foi mais forte, decidindo dar mais tempo ao jogo, e acabou por abandonar o motocross competitivo.

Ainda antes dessa decisão de enveredar na competição mais séria de Counter-Strike, Fox não foi diferente de muitos outros jovens e outros profissionais de renome de eSports nos confrontos familiares por passar demasiado tempo a jogar. “Os pais querem sempre que os filhos estudem e não estejam tanto tempo no computador. Mas felizmente a minha família depois foi capaz de me apoiar a 100% e ajudaram-me muito para que chegasse onde estou”.

Com 32 anos, Fox está longe de “arrumar a sua AWP” e pretende manter-se ativo ao mais alto nível. “Acho que os jogadores devem jogar enquanto se sentirem bem e úteis às suas equipas. Portanto nunca coloco um prazo de validade na carreira de ninguém, inclusive a minha. Ainda não sei quando vou deixar de jogar”. E sobre planos para o futuro, depois de abandonar a carreira competitiva, embora não tenha nada bem definido, sem dúvida que pretende manter-se ligado aos eSports.

Relativamente à preparação de um jogador e respetiva equipa para um torneio, Fox afirma que antes de uma competição importante é feito um plano diário de treinos, e treinam em média oito a nove horas, pelo menos…

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