O ambiente no Estádio GSP, palco do jogo entre as seleções de futebol de Chipre e Portugal, estava morno uma hora antes do início do encontro, com as bancadas praticamente vazias e com poucas pessoas à volta do recinto.

Muito poucas bandeiras do Chipre, mas também poucas de Portugal, dão um “tímido” colorido a um estádio com um ar moderno (foi construído em 1999), que recebe perto de 23 mil pessoas, mas que dificilmente chegará hoje a metade da sua lotação.

Lá fora, um silêncio estranho para um cenário de um jogo de futebol, com as bilheteiras a terem curtas filas de pessoas que nos últimos momentos procuram adquirir um ingresso para assistir ao vivo à receção do Chipre a Portugal.

Mesmo assim, entre os escassos adeptos foi possível encontrar três portugueses, que vieram do Algarve de propósito para assistir a este jogo…e não só.

Henrique e dois amigos que não se quiseram identificar aproveitam também para fazer negócio.

«Custam 70 euros», contou o adepto sexagenário à Agência Lusa, enquanto um dos seus companheiros de viagem colocava no chão camisolas da seleção de Cristiano Ronaldo, à procura de as vender aos adeptos cipriotas.

«Cheira-me que vamos vender muitas, isto está deserto», desabafou Henrique.

Jogador do Olimpiacos Nicosia, David Caiado também aproveitou para assistir ao jogo de Portugal, mas não ficou surpreendido com a pouca afluência.

«Os adeptos são muito fervorosos com os clubes mas não ligam quase nada à seleção, talvez por ser uma equipa que raramente ganha ou tem sucesso», afirmou o extremo à Lusa.

Dos poucos cipriotas que tentavam entrar no estádio, alguns contaram à Lusa que não vieram apoiar mas ver Cristiano Ronaldo ao vivo.

«Ele é lindo e é o melhor jogador do Mundo. Tinha que o ver. Se o Chipre ganhar ou perder, para mim é igual. Quero é ver o Ronaldo», disse uma adepta cipriota.

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