Regressaram hoje as noites de goleada ao Estádio da Luz. Depois de uma fase de resultados mais “escassos” e quando já muitos questionavam a frescura física deste Benfica, a equipa respondeu em grande forma, com uma vitória robusta e indiscutível.

Mas, em boa verdade, para isso contribuiu uma equipa do Hertha demasiado frágil para estas andanças, resultado, possivelmente, do pouco tempo de descanso de que os alemães dispuseram depois de terem jogado no último fim-de-semana para a Bundesliga.

Nos primeiros minutos, o Benfica dominou territorialmente mas sem que isso significasse grandes oportunidades de golo e perigo junto à baliza de Drobný.

Quem apareceu em força foi a chuva e sensivelmente a meio da primeira parte caía granizo no Estádio da Luz. O público abrigava-se nas bancadas, mas Pablo Aimar não se encolheu.

Ao minuto 24, o argentino triangulou com Saviola e apareceu isolado, disparando para o 1-0 à saída de Drobný. O Benfica materializava o maior domínio no jogo, quando já antes Di Maria tinha feito miséria no flanco esquerdo.

E o 2-0 podia ter surgido logo de seguida, não fosse Cardozo ter-se atrasado por uns centímetros ao cruzamento mortífero de Saviola.

E numa altura em que o Benfica estava mais perto do 2-0, Raffael deixou o aviso depois de deixar “nas covas” Javi Garcia. O brasileiro confundiu o espanhol do Benfica e de pé direito rematou forte para uma grande defesa de Júlio César, que já se fazia a um cruzamento. O Hertha mostrava assim que podia voltar à eliminatória.

Mas a equipa de Funkel foi incapaz de travar a dinâmica encarnada à entrada para o segundo tempo. Num ritmo infernal, a equipa orientada por Jorge Jesus descobria espaços em qualquer zona do campo e logo aos 47’ Cardozo fez o 2-0 de cabeça.

Cruzamento milimétrico de Di Maria, com a bola a pingar na cabeça do Tacuara, que num salto quase a flutuar não teve dificuldade em encostar de cabeça.

O golo praticamente resolvia a eliminatória, mas o Benfica não abrandava e 10 minutos volvidos foi a vez de Javi Garcia se redimir do auto-golo em Berlim, na primeira mão.

Di Maria (exibição soberba) marcou um canto, a defesa alemã aliviou deficientemente e Javi não se fez rogado, disparando forte para o terceiro da noite.

A chuva já não marcava presença no Estádio da Luz e os 30 mil da Luz voltavam a assistir às “notas artísticas” da equipa de Jorge Jesus.

Grandes noites só com muitos golos e o quarto pertenceu, uma vez mais, a Óscar Cardozo. Di Maria picou para o paraguaio e este, calmamente, no meio da área,”matou” no peito e rematou de pé esquerdo para mais um na Luz.

O Benfica não abrandava, mas Jorge Jesus “obrigou” a equipa a baixar o conta-rotações, talvez tendo em mente o que ainda resta da época. Saíram então Di Maria (maior ovação da noite), Aimar e Saviola.  

O ritmo de jogo baixou drasticamente, mas o Benfica controlou até ao fim, certo que já estava o apuramento para os oitavos-de-final onde, ao que tudo indica, o Benfica terá pela frente os franceses do Marselha.

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