O Al-Hilal enfrentou hoje o Shahr Khodor na Liga dos Campeões da Ásia privado de 15 futebolistas infetados com a covid-19, uma vez que a Confederação Asiática de Futebol (AFC) se recusou a adiar o jogo.

"A AFC não é obrigada a respeitar o atual campeão, mas deve respeitar a concorrência justa e garantir oportunidades justas para os participantes do campeonato”, criticou o presidente do clube saudita Al-Hilal, Saud Kariri.

O empate 0-0 frente aos iranianis do Shahr Khodor em Doha passou a ser irrelevante, depois de a AFC ter sido intransigente com o campeão asiático, que sábado anunciou mais 10 testes positivos à pandemia, que se juntaram aos cinco previamente infetados.

Sem o avançado francês Bafétimbi Gomis ou médio italiano Sebastian Giovinco, os sauditas não arriscaram a utilização do ‘capitão’ Sala mal-Faraj – hoje testou negativo – e alinharam sobretudo com juniores, mantendo somente três suplentes no banco, contra os oito do opositor iraniano.

Seis elementos da equipa técnica, liderada por Razvan Lucescu, médica e administrativa também apresentaram resultados positivos para o coronavírus, num clube mergulhado no caos sanitário.

Segundo o presidente do clube, a disseminação do vírus começou em 07 de setembro, durante uma festa para comemorar a vitória no campeonato saudita.

A Liga dos Campeões da Ásia, a competição de clubes mais prestigiada do Continente, foi suspensa em março devido à pandemia da covid-19, já que a fase de grupos estava apenas a começar.

A final foi adiada de 05 para 19 de dezembro.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 957.948 mortos e mais de 30,8 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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