A FIFA lançou hoje um fundo de ajuda de 1,5 mil milhões de dólares (1,32 mil milhões de euros) para as federações em forma de doações e empréstimos para lidarem com as consequências pandemia COVID-19.

"A FIFA aprovou por unanimidade um plano de ajuda de 1,5 mil milhões de dólares (1,32 mil milhões de euros)", declarou o seu presidente, Gianni Infantino, após uma reunião por videoconferência do conselho do organismo, mas ressalvou que este irá exercer "um rigoroso controlo sobre o uso desses fundos".

Cada uma das 211 federações membro da FIFA poderá receber um milhão de dólares e uma ajuda adicional de meio milhão pode ser canalizada no apoio ao futebol feminino.

Outra ajuda será disponibilizada em forma de empréstimos sem juros, que podem atingir até 35% do orçamento de cada federação, sendo o valor mínimo de cada empréstimo de meio milhão de dólares e o máximo de cinco milhões.

"Vamos exercer controlo rígido sobre o uso dos fundos, com auditorias e condições muito claras de reembolso. Para financiar essa ajuda, a FIFA retirará das suas reservas 328 milhões de dólares para cobrir subsídios diretos e 556 milhões para financiar empréstimos", revelou Infantino.

O responsável máximo pelo organismo que superintende o futebol mundial considera que as federações nacionais e os clubes "correm perigo real" e que "é preciso ajudá-los", recordando que o futebol "ainda não foi retomado em algumas partes do mundo".

No final de abril, a FIFA tinha anunciado o pagamento antecipado de 150 milhões de dólares (138 milhões de euros) em subsídios para as 211 federações que são membros do organismo, o que corresponde a todo o auxílio previsto para os anos de 2019 e 2020, a fim de enfrentar as consequências da pandemia de COVID-19.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou quase 482 mil mortos e infetou mais de 9,45 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela AFP.

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