Governo e entidades desportivas encararam hoje com satisfação e regozijo a reeleição de Fernando Gomes na presidência da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), até 2024, com 90,2% dos votos, para um terceiro e último mandato.

“Nos últimos anos, tem sido feito aqui um trabalho verdadeiramente extraordinário, um muito bom trabalho que tem o reconhecimento internacional e tem granjeado prestígio. A FPF dá um bom exemplo ao movimento federativo e desportivo do nosso país”, afirmou à agência Lusa João Paulo Rebelo, à margem da tomada de posse dos órgãos sociais, realizada na Cidade do Futebol, em Oeiras.

O secretário de Estado da Juventude e Desporto e representante do Governo deu o exemplo recente da ‘final a oito’ da Liga dos Campeões de futebol, que se realiza entre 12 e 23 de agosto em Lisboa, para demonstrar o “bom trabalho” da FPF, numa relação próxima com o Governo a ser “uma obrigação”.

“É uma obrigação do Governo estar próximo das federações desportivas, acompanhar o quotidiano das federações e as necessidades que vão tendo ao longo da sua atividade. Faz todo o sentido que possamos trabalhar em conjunto. Desde a primeira hora, sempre apelei muito à cooperação e à articulação entre as partes”, lembrou.

O presidente do COP, José Manuel Constantino, realçou igualmente a “ligação muito estreita” com a FPF, analisando esta reeleição como “o reconhecimento do trabalho” efetuado por Fernando Gomes à frente da federação.

“Tem havido uma relação de permanente cooperação entre a FPF e o COP e de proximidade com as restantes federações desportivas, que é naturalmente um sinal muito válido e positivo do que tem sido o mandato do dr. Fernando Gomes e das suas equipas à frente dos destinos do futebol”, sublinhou, esperando uma maior presença de equipas de futebol nas missões olímpicas.

O presidente do SJPF, Joaquim Evangelista, destacou o consenso em torno da direção da FPF, bem como a dimensão e respeito internacional, no qual Fernando Gomes também desempenha o cargo de vice-presidente da UEFA, o que acrescentou “muito valor do ponto de vista da qualidade e do ‘know-how’ e, sobretudo, do ponto de vista financeiro ao futebol português”.

“Foram feitas grandes reformas e, apesar disso, há uma grande unanimidade e respeito pelo trabalho da direção. É muito importante que haja esta consistência num projeto para enfrentar a crise e as dificuldades que já estamos a viver e vamos continuar a viver”, referiu à Lusa, apelando ao “sentido de responsabilidade” neste período “anómalo e diferente”.

Já o presidente da ANTF, José Pereira, acredita que “toda a gente está consciente de que a FPF tem desenvolvido um trabalho em consonância com aquilo que era as expectativas”.

“O dr. Fernando Gomes tem ambição sempre de ir melhorando. O seu programa é hoje ser melhor do que ontem e amanhã ser melhor do que hoje. Fernando Gomes é exigente e levará a bom porto os seus objetivos principais”, afiançou à Lusa.

Aos 68 anos, Fernando Gomes foi reeleito pela terceira vez para o cargo, para um mandato até 2024, pela segunda vez sem oposição, depois de ter vencido as eleições de 2011 frente a Carlos Marta.

A direção foi eleita com 74 votos a favor (90,2%), três em branco e cinco nulos, sendo que votaram 82 dos 84 delegados inscritos.

Além do antigo internacional, também José Alberto da Costa Ferreira, que presidia à associação de Viseu, surge no elenco diretivo, do qual se registam as saídas de Carlos Coutada e Elísio Carneiro, que transita para o Conselho Fiscal, assim como de Hermínio Loureiro, que deixou a FPF na sequência da acusação do Ministério Público na operação 'Ajuste Secreto', e que foi 'substituído' por Couceiro.

Cláudia Santos é a cabeça de lista para o Conselho de Disciplina (CD), para suceder a José Manuel Meirim, Luís Verde de Sousa vai liderar o Conselho de Justiça (CJ), enquanto José Fontelas Gomes, Ernesto Ferreira da Silva e José Luís Arnaut se mantêm como líderes dos restantes órgãos, casos de Conselho de Arbitragem (CA), Conselho Fiscal (CF) e Mesa da Assembleia-Geral (MAG), respetivamente.

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