O técnico português Jaime Pacheco estreia-se na super-liga chinesa no domingo dirigindo uma equipa que perdeu quatro dos seus melhores jogadores na última temporada, mas entusiasmado com a nova experiência, à frente do Beijing Guo’A n.

«Estou a gostar de estar aqui (…) No aspecto desportivo e humano, os jogadores são bons. Crescem todos os dias. É aliciante treiná-los», disse Jaime Pacheco à agência Lusa.

A maioria do plantel tem menos de 24 anos e há alguns jogadores com 19.

«Daqui a um ou dois anos o Beijing Guo A n pode voltar a ser campeão deste país», vaticina o técnico português, que assinou em Dezembro passado um contrato por um ano com o clube.

Em 2009, pela primeira vez, a equipa ganhou a super-liga chinesa, mas no ano seguinte ficou em quinto lugar e, entretanto, perdeu quatro dos seus melhores jogadores, entre os quais dois internacionais.

«Vamos procurar fazer igual ou melhor do que o ano passado e criar as condições para vir a atingir patamares mais altos», disse Jaime Pacheco à agência Lusa.

«Gostava de ser campeão aqui, mas preciso de condições para isso», acrescentou.

Ao contrário do que o técnico português desejava, os reforços do Beijing Guo An incluíram apenas dois avançados, entre os quais um antigo ponta de lança brasileiro do Guimarães, Roberto, e um médio.

«Precisava de mais velocidade na frente e faltam ainda um médio e um lateral», lamenta Jaime Pacheco.

No primeiro jogo da temporada, em Nanquim, leste da China, o Beijing Guo A n vai defrontar o Jiangshu Shuntian, que no ano passado ficou em 11º lugar.

A super-liga chinesa decorre até ao início de Novembro com a participação de 16 equipas, 11 das quais dirigidas por técnicos estrangeiros.

Jaime Pacheco, 52 anos, está em Pequim acompanhado por dois adjuntos: Luís Diogo Campos e o senegalês Khadim Faye.

Ao fim de «três meses muito motivadores» na China, Pacheco diz que já conhece todos os jogadores pelo número (da camisola) e «alguns até pelo nome», que nem sempre são fáceis de pronunciar: «O dia-a-dia é uma correria, mas estou a gostar do clube e dos jogadores. São calorosos».

«O problema deles é entrar mal no jogo. Não têm a concentração devida (…) São um pouco ingénuos», realça o técnico português.

Fundado em 1992, o ano em que a China autorizou a profissionalização do futebol, o Beijing Guo’ A n é uma parceria entre uma empresa de um grande consórcio estatal, Citic, e o governo municipal de Pequim.

A equipa, de equipamento verde (calções e camisola), costuma jogar no Estádio dos Trabalhadores, um dos ícones da arquitectura socialista de Pequim, construído há 60 anos na zona oriental da capital.

Pequim, em chinês, diz-se “Beijing” e os caracteres “Guo A n” correspondem ao nome da referida empresa.

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