O treinador Luís Castro lamentou hoje o que considera terem sido “dias horríveis” em função da discórdia entre o atual e o anterior presidente da FPF, em prejuízo do futebol português, pedindo que este “se una”.

“Dias horríveis. Acho que temos a capacidade de criar problemas de uma forma algo surpreendente para todos, é uma grande surpresa aquilo que vejo. Sou adepto e há uma coisa que está associada à liderança: acho que os grandes líderes devem preocupar-se primeiro com a capacidade de unir e um grande líder é sempre aquele que mais capacidade tem de unir”, considerou, à margem da apresentação do torneio IberCup Cascais 2025.

Desapontado com os acontecimentos que se têm verificado, Luís Castro deixou um pedido a Fernando Gomes, presidente do COP e anterior líder da FPF, e Pedro Proença, atual presidente da FPF.

“Espero que o futebol português se una porque realmente é verdade que tem grandes treinadores espalhados pelo mundo, grandes jogadores espalhados pelo mundo, grandes treinadores e jogadores em Portugal, grandes academias. Num país como o nosso, com dez milhões de pessoas, conseguimos ser campeões europeus e muitas vezes fala-se sobre a possibilidade de se ser campeão mundial. Acho que devemos passar da teoria à prática e pensarmos mesmo o futebol e o que queremos do futebol”, apontou o técnico de 63 anos.

Luís Castro deixou expresso que a importância do futebol português se sobrepõe aos interesses pessoais, aconselhando os responsáveis máximos pela modalidade em Portugal a dar o exemplo.

“Acho que não faz sentido algum dividir para fazer progredir, a única hipótese é de unir para fazer progredir. Todos os que têm cargos de destaque no futebol português devem ter como propósito desenvolver o futebol português e dar o melhor de si ao futebol português. Não é a pensar em nós e só em nós, nós e nós e não querer saber nada dos outros, porque o que parece é que só gostamos de estar metidos nas coisas e de acordo com elas quando nos beneficiam a nós. Acho que os líderes devem dar bons exemplos”, concluiu.