A espanhola Alexia Putellas, hoje eleita a Jogadora do Ano 2021 na gala da FIFA The Best, partilhou o prémio com as colegas de equipa do FC Barcelona, após um “trabalho de anos” para chegar ao topo.

“Estou muito feliz. Quero agradecer a todas as minhas colegas de equipa, congratulá-las. Este prémio é de todas nós. Vai fazer com que possamos manter a motivação para outro ano”, declarou a espanhola, de 27 anos.

Primeira jogadora de Espanha a vencer o troféu, que arrebatou à colega de equipa Jenni Hermoso e à australiana Sam Kerr, do Chelsea, as outras finalistas, Putellas é o ponto fulcral de uma equipa do ‘Barça’ que venceu tudo em 2020/21: a Liga dos Campeões, a Liga espanhola e a Taça de Espanha, juntando o The Best à Bola de Ouro.

Ainda antes de se saber que tinha vencido, já tinha enaltecido um “trabalho de vários anos”, quer da sua parte quer da estrutura catalã, que agora espera “continuar o sucesso este ano”.

Quanto à Espanha, é um país futebolístico de “muitíssimo talento”, onde faltava até aqui “trabalhar mais, dar tempo”, porque “isto não é o resultado de uns meses, são muitos anos a trabalhar”.

A espanhola sucedeu à defesa inglesa Lucy Bronze (Manchester City), que este ano se ‘contentou’ com a presença entre o melhor ‘onze’ da FIFPro, mostrando-se ainda satisfeita por “poder ser um exemplo para raparigas e rapazes por todo o mundo”.

No mesmo alinhamento estava a argentina Estefania Banini (Juventus), “muito grata” pela distinção, enquanto a norte-americana Carli Lloyd se mostrou feliz por estar “entre tanto talento fenomenal”.

Emma Hayes conduziu o Chelsea à vitória na Liga inglesa, na Taça de Inglaterra e na Taça da Liga inglesa, recebendo o galardão de treinadora do ano, o que a deixou “chocada”.

“Agradeço às jogadoras, pessoas fantásticas que representam o meu trabalho. Tenho pessoas extraordinárias comigo no Chelsea”, declarou.

A chilena Christiane Endler, guarda-redes do Paris Saint-Germain, levou para casa o troféu de melhor na sua posição da gala The Best, “muito feliz e orgulhosa por ser a primeira guardiã na América Latina a ganhar o prémio”.

Agraciada com um prémio especial da FIFA pelos 188 golos internacionais, a canadiana Christine Sinclair considerou que conseguiu “inspirar gerações no Canadá e no mundo”.

O prémio, que no masculino foi atribuído a Cristiano Ronaldo pelos 115 golos pela seleção portuguesa, é “um orgulho”, sobretudo porque a veterana pôde “fazer parte deste desporto desde que havia pouco apoio e pouco profissionalismo”.

Agora, o futebol feminino é “verdadeiramente global e profissionalizado”, ainda que tenha deixado um alerta à própria FIFA.

“O futebol feminino, e as atletas mulheres, têm sido sempre relegadas para segundo plano, e o meu objetivo é continuar a lutar por mudanças, para que o desporto possa crescer”, atirou.

A gala da FIFA, ainda marcada pela pandemia de covid-19, com a maioria dos convidados ligados por via telemática, coroou o polaco Robert Lewandowski (Bayern Munique) como melhor no futebol masculino pelo segundo ano consecutivo.

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