Quando o árbitro apitou para o intervalo, ficou a sensação de que se não tivesse de o fazer o Sporting podia ter marcado, pois foi à beira de terminar os primeiros 45 minutos que a equipa de Carlos Carvalhal viveu o melhor período no jogo.

Como o intervalo teve mesmo de se realizar, o Everton saiu para o intervalo a ganhar por 1-0, com um golo de Steve Pienaar, e as centenas de adeptos leoninos que acompanharam a equipa a Goodison Park ficaram na esperança de que à entrada para o segundo tempo o Sporting mantivesse a toada e encostasse o Everton mais à sua zona defensiva.

Mas o Sporting reentrou tímido, pouco ambicioso e, como se não chegasse a falta de atitude, viu ainda o francês Distion fazer o 2-0 quase inadvertidamente, depois de nas alturas Rui Patrício não ter conseguido fazer melhor do que deixar passar a bola.

Se o Sporting entrou no jogo na condição de não favorito, os primeiros minutos em nada corresponderam a esse estatuto, com a equipa a esplanar-se bem no terreno de jogo, mas sempre pouco ousada no momento de partir em direcção à baliza de Tim Howard.

Depois dos primeiros minutos, os comandos de David Moyes pegaram no jogo, como lhes competia ao jogar em casa, e aos 11’ Rui Patrício brilhou e impediu que os ingleses se colocassem bem cedo em vantagem.

O guarda-redes leonino fez bem a mancha ao primeiro remate de Saha e parou em grande estilo a recarga de Osman.

Era o primeiro sinal de perigo dos ingleses, que aos 16’ dispuseram de nova oportunidade, desta feita desperdiçada pelo australiano Cahill, que saltou mais alto e cabeceou sozinho após a marcação de um canto.

Nesta fase do jogo, o Everton apoderou-se definitivamente do controlo do jogo e o Sporting recuou as suas linhas, talvez em demasia, abdicando quase na totalidade da reacção atacante.

E foi aí que os Tofees aproveitaram para materializar a sua superioridade. Cahill surgiu isolado perante Rui Patrício e perante a impossibilidade de alvejar com sucesso a baliza de Rui Patrício deu de calcanhar para trás, onde apareceu Pienaar a facturar.

O Sporting reagiu de imediato e podia ter feito o empate antes do intervalo, com a melhor oportunidade a pertencer a Izmailov, com um remate a embater com estrondo no poste.

No segundo tempo, apesar do bom final de primeira parte dos leões, foi o Everton que entrou por cima, com o 2-0 já acima descrito.

E se esse lance colocou os leões mais longe da igualdade, também desinibiu a equipa, que menos complexada começou a soltar-se mais e teve na entrada de Yannick Djaló uma ajuda tão preciosa quanto inesperada.

O avançado fez mexer a equipa e embora o Sporting tivesse aberto mais espaços no seu reduto defensivo, só nesta altura dispôs também de possibilidades reais de chegar com sucesso à baliza à guarda de Howard.

E o esforço havia de ser recompensado já perto do final, aos 85’, quando Distin derrubou Liedson dentro da área, viu o vermelho e deu ao Sporting a possibilidade de reduzir.

Miguel Veloso, tranquilo, marcou o castigo máximo e deu esperança aos leões na eliminatória, deixando tudo em aberto para a segunda a mão em Alvalade.

Tal como na primeira parte, a quem viu o jogo, ficou a sensação de que se o árbitro não tivesse de apitar para o seu final o Sporting poderia ter conseguido mais em Goodison Park. Pena a atitude não ter sido constante, pois o Sporting podia ter começado hoje a dar um pontapé na crise.

Quanto à alegada superioridade do Everton, fica por comprovar em Alvalade, já que hoje pareceu uma equipa bastante acessível para um Sporting que se pedia mais matreiro.

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