A polícia brasileira deteve hoje oito adeptos pertencentes a duas claques do Cruzeiro e ainda procura outros oito 'ultras', todos acusados de cometer atos violentos em estádios de futebol em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Os 16 visados nesta ação policial, que alegadamente integram as claques "Máfia Azul" e "Pavilhão Independente", são investigados por associação ilícita, tentativa de homicídio, lesões corporais e danos ao património, entre outros delitos, informaram as autoridades.

Ambas as claques do Cruzeiro são suspeitas de terem causado "diversos episódios de violência" ao longo dos últimos meses nos estádios de Belo Horizonte, a capital do estado de Minas Gerais.

O Ministério Público brasileiro citou, em concreto, os acontecimentos que tiveram lugar em 08 de dezembro no estádio Mineirão, depois de o Cruzeiro, uma das equipas históricas do Brasil, ter sido despromovido pela primeira vez à segunda divisão, depois de ser derrotado em casa pelo Palmeiras.

Esse jogo acabou mesmo por ser terminado antes dos 90 minutos pelo árbitro, após a destruição das grades de segurança que separam as bancadas do relvado e do arremesso de cadeiras para o campo, o que levou a polícia a intervir com o lançamento de gás lacrimogéneo.

Segundo as autoridades, a "Máfia Azul" é a principal responsável pelos atos de vandalismo no Mineirão, que provocaram uma "grave perturbação da ordem pública e danos ao património público e privado", além de ter "colocado em risco a integridade física dos adeptos comuns" que estavam no estádio do Cruzeiro.

O Cruzeiro vai jogar em 2020 pela primeira vez no segundo escalão do futebol brasileiro, depois de uma época marcada por várias mudanças de treinador, por escândalos de corrupção contra alguns dos seus dirigentes, e por uma dívida que ascende a 500 milhões de reais (110 milhões de euros).

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