O presidente do Bayern de Munique, Uli Hoeness, negou hoje qualquer relação entre a sua conta secreta na Suíça, presumivelmente utilizada para evasão fiscal, e as operações realizadas no clube de futebol alemão.
«Essa conta é exclusiva de Uli Hoeness», afirmou o dirigente do Bayern de Munique, em declarações publicadas hoje na edição digital do semanário alemão Zeit.
Hoeness está a ser investigado pelo Ministério Público alemão e pela administração fiscal, após ter sido conhecida a existência de uma conta secreta na Suiça, que operava há mais de uma década e com depósitos estimados em 20 milhões de euros.
«Durmo mal», explica Hoeness ao Zeit, admitindo ter provocado «uma grande asneira», ainda que afirme não ser «uma má pessoa».
O caso da sua conta na Suíça saiu para a luz do dia através de uma autodenúncia de Hoeness ao fisco alemão, por ter medo de ser descoberto e, desde então, tem sido acompanhada pela imprensa helvética.
A suspeita de fraude fiscal já motivou uma reação da chanceler alemã, Angela Merkel, que se manifestou «dececionada» com os acontecimentos em torno do dirigente do clube bávaro.
Hoeness, que numa entrevista à revista alemã Focus revelou ter contas bancárias na Suíça, é acusado de ter depositado várias centenas de milhões de euros no paraíso fiscal helvético entre 2001 e 2010.

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