De joelhos e com as mãos imitando duas pistolas, o polaco Krzysztof Piatek aterrou no AC Milan com um punhado de golos e devolveu ao clube a capacidade de sonhar por títulos, começando pela Taça de Itália, na qual visitará esta terça-feira a Lazio nas meias-finais.

Numa competição mais aberta do que de hábito devido à eliminação da Juventus, o jogo da primeira-mão da segunda meia-final vai ser disputado na quarta-feira, entre a Fiorentina e o Atalanta (17h00). As partidas da segunda-mão serão no dia 24 de abril.

Além da chegada de Cristiano Ronaldo a Turim, o outro nome que está em evidência no futebol italiano é o de Piatek, que marcou sete golos em seis jogos desde que chegou ao AC Milan em janeiro.

No campeonato já fez 18 golos em 25 rodadas, contando a primeira parte da temporada que disputou pelo Génova, apenas um a menos que Ronaldo, melhor marcador isolado.

Contando todas as competições, Piatek soma 26 golos. Só craques como Lionel Messi e Kylian Mbappé o superam nos cinco grandes campeonatos do 'Velho Continente'.

"Acredito em mim, mas isso é mais do que eu tinha esperado", reconheceu o atacante de 23 anos.

Piatek conseguiu preencher rapidamente o vazio deixado por seu antecessor no AC Milan, o argentino Gonzalo Higuaín, que se transferiu para o Chelsea após alguns meses sem se conseguir adaptar em Milão.

Robocop

"O Kris é um jogador de poucas palavras, não perde tempo a falar, diríamos que é um bebé que só sabe dizer 'mamã, mamã, mamã', só que ele diz 'golo, gol e golo'", brinca seu técnico Gennaro Gattuso, que o chama de Robocop.

"Ele diz quatro palavras, do tipo 'quero marcar' ou 'quero partir tudo'", já tinha contado Gattuso, dias depois da chegada do polaco a Milanello.

"Inclusive dá para ver que ele não gosta do aquecimento. Não é que ele não queira se aquecer, é que ele quer que o jogo comece logo para marcar. Ele vive para o golo", acrescentou o ex-jogador da seleção italiana.

Básico, mas suficiente para que o Milan pense que enfim encontrou o verdadeiro goleador que estava à procura há anos, uma posição pela qual já passaram Pato, André Silva, Fernando Torres, Destro, Bacca, Lapadula e Luiz Adriano.

"Quando se fala de um ponta de lança, o protótipo é o Piatek. Existem os falsos 9, os ataques com três jogadores, mas o que define um 9 é o que o Piatek faz", resumiu no jornal 'La Gazzetta dello Sport' Marcello Lippi, treinador da seleção de Itália que foi campeã do mundo de 2006.

Paquetá, outra aposta acertada

Não demoraram a surgir comparações no Milan. Piatek e o brasileiro Lucas Paquetá, a outra contratação espetacular do clube no mercado de inverno, seriam os novos Shevchenko e Kaká.

"Vamos ser claros: Andrei (Shevchenko) era único e será sempre. Mas Piatek mostrou coisas incríveis. Tem fome, quer marcar", disse a lenda Paolo Maldini, que ao lado de Leonardo está à frente do futebol do clube milanês.

A trajetória do polaco é um caso a ser estudado. Ele chegou ao Génova nesta temporada como um perfeito anónimo vindo do KS Cracóvia por quatro milhões de euros.

O presidente do Génova, Enrico Prezioso, contou que a contratação foi fechada na sua mansão em Ibiza, diante de um prato de macarrão com camarões, depois de assistir a vários vídeos no telefone enviados pelo agente do jogador. Poucos meses depois vendeu o atacante por 35 milhões ao Milan.

E Piatek continuar a surpreender como o melhor marcador milanês.

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