A justiça suíça revelou esta quinta-feira que abriu um processo criminal contra Gianni Infantino, presidente da FIFA. Em causa estão alegados encontros não declarados com Michael Lauber, procurador-geral da Suíça.

Na semana passada, Lauber, suspeito de coluio devido às alegadas reuniões informais com o presidente do organismo que rege o futebol mundial, disse, em comunicado, renunciar ao cargo para defender “o interesse das instituições”.

O procurador-geral foi retirado da investigação ao escândalo de corrupção que assolou a FIFA em 2015, o denominado ‘FIFAgate’, por não ter declarado os contactos estabelecidos com Infantino, tendo também sido sancionado com um corte salarial de 8%, pelo Ministério Público da Suíça, por ter mentido e obstruído a investigação disciplinar que era alvo.

Em 04 de julho, a justiça suíça nomeou Stefan Keller como procurador extraordinário para avaliar supostos atos de conluio por parte de Infantino e Lauber, resultantes de denúncias anónimas.

Procurador-geral suíço demite-se após encontros com Infantino
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Keller, presidente do Supremo Tribunal e presidente do Tribunal Administrativo do Cantão de Obwalden, ficou responsável por “avaliar as denúncias criminais transmitidas” à Autoridade de Vigilância do Ministério Público da Confederação Suíça, contra Lauber, Infantino "e outros", segundo revelou, na altura, a autoridade que supervisiona a acusação.

Caso o procurador extraordinário considerasse que “existem indícios”, seria aberto um processo criminal juntos das comissões competentes. O que veio agora a confirmar-se.

Na mesma altura, também através de um comunicado, a FIFA "acolheu" a decisão de nomear um procurador extraordinário, reforçando que "continuará a cooperar de forma transparente com as autoridades suíças, pois é do seu interesse que as queixas anónimas sejam tratadas o mais rápido possível".

Atualmente, estão abertos processos penais contra três ex-dirigentes do organismo que rege o futebol mundial, incluindo o antecessor de Infantino, o suíço Sepp Blatter, e o atual presidente do Paris Saint-Germain, Nasser al-Khelaifi, sendo que todos eles negaram quaisquer irregularidades.

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