Ao fim de seis anos no Recreativo do Libolo, o treinador português Pedro Caravela ainda não sabe se vai continuar no futebol angolano, depois de ter terminado o campeonato de 2017 no quinto lugar.

Pedro Caravela trocou, em 2012, o comando técnico dos infantis do Sporting, em Portugal, pela equipa técnica do Recreativo do Libolo, onde festejou, como adjunto, a vitória em três campeonatos, uma Taça de Angola e duas supertaças.

Foi adjunto de cinco treinadores na equipa de Calulo, no Cuanza Sul, até que a dois meses do fim do ‘Girabola’ de 2017, com a saída do também português Carlos Vaz Pinto, chegou a técnico principal do Libolo.

O campeonato angolano de futebol terminou hoje, tal como o contrato de Pedro Caravela, de 40 anos.

"Mantenho o futuro em aberto. Vai depender das propostas que eventualmente possam aparecer. Angola não deixa de ter um futebol agradável e representa a possibilidade de criar algo de novo", explicou, em conversa com a Lusa, enquanto aguarda por alguma definição.

Apesar de seis anos "muito bons", desde logo com vários títulos e a ascendência do Recreativo do Libolo à lista dos melhores clubes angolanos, a época de 2017 não deixa saudades, com apenas um quinto lugar, a 17 pontos do primeiro lugar, e pelo segundo ano sem lutar pelo campeonato, que voltou a fugir para o 1.º de Agosto.

A crise em Angola, com as dificuldades financeiras que chegaram também ao futebol, e a saída do histórico presidente do clube, Rui Campos, para o comité executivo da Confederação Africana de Futebol, ajudam a explicar, segundo Pedro Caravela, o que se passou no Libolo nesta temporada.

"O presidente criou um clube quase do nada, fez do Libolo uma potência nacional, o que é um perfil muito difícil de substituir. Devido à crise, tivemos de mudar o perfil dos jogadores, face à época passada, quando eram mais experientes e passaram a ser mais novos. Juntando a isto há o facto de uma equipa do interior de Angola ter muita dificuldade em se afirmar no campeonato, e neste caso ficamos mais expostos com o afastamento do presidente", conta o técnico.

Depois de vencer o ‘Girabola’ de 2014 e de 2015, o Libolo não foi além do terceiro lugar em 2016, descendo esta época para o quinto posto, com a derrota (1-0) de sábado, no último jogo do campeonato de 2017, no Dundo, frente ao Sagrada Esperança.

"É óbvio que não estou satisfeito com a classificação, mas houve coisas durante o processo que nos deixaram agradados. Jogadores que cresceram, estamos curiosos por perceber o que vai acontecer a seguir. Mas também tenho que dizer que tivemos diversas arbitragens que nos fizeram afastar dos primeiros lugares. Foi forte, foi complicado", lamentou.

Depois de ter sido adjunto, em Angola, de Zeca Amaral, Henrique Calisto, Miller Gomes, João Paulo Costa e Carlos Vaz Pinto, o português Pedro Caravela espera continuar como treinador principal em Angola, seja ou não no Libolo.

"Está tudo em aberto, mas sei que hoje tenho mais nome aqui em Angola do que fora. Mas foram seis anos claramente muito positivos, em termos de resultados e experiência profissional", concluiu.

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