Luis Rubiales, atual presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, revelou um escândalo financeiro provocado pela anterior direção, liderada por Ángel María Villar. O elenco diretivo que estava anteriormente em funções terá gasto uma fortuna numa viagem à Rússia para 155 pessoas, desde patrocinadores, diretores da federação e familiares dos jogadores.

"Estou chateado, muito chateado. Há uma viagem marcada pela anterior direção para diretores, patrocinadores e familiares dos jogadores que ronda os dois milhões de euros. Parece-me um desperdício tremendo. Estou muito, muito aborrecido porque uma direção que está numa fase de transição não devia fazer isto. E agora não podemos pedir o dinheiro de volta", lembrou Rubiales, em declarações ao jornal 'As'.

Rubiales mostrou-se bastante desagrado com esta situação já que este vai, na sua opinião, influenciar as negociações dos prémios dos jogadores para o Mundial.

"Acho que se deve viajar, que devem ir os diretores, deve-se convidar os familiares dos jogadores, os patrocinadores, mas organizar umas 'macroférias' de sete ou oito dias em hotéis de superluxo... A federação não está para isto. Agora vamos comer papas! A partir do Europeu ou do próximo Mundial as coisas não vão fazer-se assim. Temos de pensar numa política de contenção de gastos", frisou.

De recordar que Ángel Maria Villar, o anterior presidente que esteve no posto durante 29 anos, foi detido pela polícia espanhola no âmbito de uma operação de combate à corrupção, com buscas na sede da organização. Além de Villar, também o seu filho Gorka Villar, o vice-presidente Juan Padrón e o secretário da federação, Ramón Hernández Bassou, numa operação policial denominada 'Soule' - uma referência a um jogo de origem francesa cujas origens remontam à Idade Média.

Villar, de 67 anos, que liderava o futebol espanhol há mais de três décadas, e os restantes anteriores responsáveis da RFEF são suspeitos de administração desleal, apropriação indevida, corrupção entre particulares, falsificação de documentos e ocultação de bens, crimes relativos à organização de partidas internacionais.

Em causa estão alegados benefícios concedidos a empresas do filho de Ángel Villar, relacionados com jogos internacionais disputados pela seleção espanhola de futebol com outras equipas congéneres.

Gorka Villar, advogado de profissão, trabalhou recentemente na Confederação de Futebol da América do Sul (CONMEBOL) como diretor jurídico e posteriormente como adjunto de três presidentes que viriam a estar implicados na investigação levada a cabo pela justiça norte-americana que culminou na queda de Josep Blatter e de responsáveis da FIFA no mundo inteiro.

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