A concretizar-se, a paralisação afectaria a 30.ª jornada da principal Liga espanhola, designadamente o Real Madrid-Valência e o "derby" catalão Espanyol-Barcelona.

A nova direcção da AFE, investida em 9 de Março e liderada pelo antigo futebolista Luís Manuel Rubiales, adiantou que mantém as conversações com o Governo, Liga de clubes e Real Federação.

"Os nossos direitos, garantias e salários não têm de ser mendigados, mas sim exigidos e a situação actual é a mais difícil dos últimos 20 anos", lê-se em comunicado de Rubiales.

Os representantes dos atletas reclamam o pagamento das dívidas na II Divisão B, o accionamento das garantias bancárias dos clubes que estão sob administração judicial, na Liga principal e na II Divisão e o alargamento das coberturas do fundo de garantia salarial para a II Divisão B, assim como a criação de mecanismo semelhante para o terceiro escalão.

A AFE chegou a ponderar, devido às "situações dramáticas" de jogadores da II Divisão B e da III Divisão, uma greve no próximo fim-de-semana, coincidindo com o "clássico" Real Madrid-FC Barcelona.

A última greve no futebol espanhol aconteceu em Setembro de 1984, com uma primeira jornada a ser disputada com jogadores da formação e, posteriormente, um fim-de-semana sem futebol, depois de a Justiça ter proibido a utilização de jogadores jovens.

A primeira vez que as competições profissionais de futebol em Espanha foram paralisadas foi em 4 de Março de 1979. Os jogadores reclamaram a abolição dos direitos de retenção dos clubes sobre os atletas, a sua inclusão no sistema de segurança social e a eliminação do limite de idade (23 anos) para alinhar na III Divisão.

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