A Liga Espanhola de Futebol fez um acordo milionário com o fundo internacional CVC para injetar 2.700 milhões de euros no futebol. O objetivo é ajudar clubes e jogadores numa possível crise pós-pandemia no futebol masculino e feminino e ainda fazer com que a La Liga cresça e esteja ao nível da Premier League em quatro anos.

O organismo dirigido por Javier Tebas anunciou que "a transação vai valorizar o campeonato em 24250 mil milhões de euros, uma valorização que a vai colocar como uma das competições desportivas mais destacadas a nível mundial".

La Liga anunciou ainda que os clubes irão receber, de imediato, 15 por cento destes 2.700 milhões, para reforçarem os respetivos planteis para esta época, algo que poderá ajudar, por exemplo, o Barcelona a recontratar Messi ou o Real Madrid atacar Mbappé.

A distribuição destes 15 por cento terá em conta as receitas televisivas das últimas sete temporadas de cada clube e ainda a sua performance desportiva na La Liga. Assim, o Barcelona poderá receber 270 milhões de euros de imediato, o Real Madrid 261 milhões de euros a pronto.

"A La Liga já está a caminho de se transformar numa empresa global, com o melhor conteúdo de entretenimento, forte presença digital e capacidades de captura e análise de dados que permitem uma interação direta com todos os adeptos e com um claro enfoque na otimização da experiência dos fãs", escreve o organismo em comunicado.

Esta transação será feita através da criação de uma nova empresa para a qual a La Liga contribuirá com todos os seus negócios, filiais e joint ventures e na qual a CVC deterá uma participação minoritária de aproximadamente 10% do capital.

Dos 2.700 milhões de euros, 90 por cento entrará diretamente nos clubes, incluindo no futebol feminino, futebol semi-profissional e não profissional, através da Real Federação Espanhola de Futebol e o Conselho Superior dos Desportos. Ou seja, é um acordo democrático que abarca todo o futebol espanhol.

A CVC é um fundo inversor especialista em desporto e que já fez acordos com a Fórmula e e a Dorna, empresa detentora dos direitos comerciais do MotoGP.

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