A seleção portuguesa já conhece a sua sorte na segunda edição da Liga das Nações.
No sorteio realizado esta tarde, em Amesterdão, a equipa das quinas ficou a saber que vai defrontar a França, a Suécia e a Croácia.
A fase de grupos realiza-se entre os meses de setembro, outubro e novembro. Final-Four em junho de 2021.
Esta temporada, os grupos disputam-se com duas voltas, como acontece por exemplo com a Liga Europa e com a Liga dos Campeões.
A seleção nacional vai voltar a encontrar a França, campeã mundial, que já irá defrontar na fase de grupos do Euro2020.
O histórico contra os franceses não é positivo, mas é de boa memória: a última partida entre as duas seleções foi na final do Euro2016, no Stade de France, onde Éder levou os portugueses à loucura com o golo que deu o primeiro Europeu a seleção das quinas.
Em 25 jogos, Portugal venceu apenas por seis ocasiões, com os franceses a levarem a melhor por 18 vezes e o empate a ocorrer apenas por uma vez.
A Suécia é outra das adversárias da seleção das quinas, com o último encontro, em 2017, ter terminado com vitória sueca por 2-3.
O histórico é negativo para a equipa de Fernando Santos, com sete derrotas em 18 jogos. Portugal levou a melhor por cinco vezes e o empate registou-se por seis ocasiões.
Por fim, a vice-campeã mundial Croácia, seleção com a qual Portugal tem um registo quase 100% positivo, registando em cinco jogos, quatro vitórias e um empate, registado no último encontro entre as duas equipas.
O primeiro lugar do grupo permite a qualificação para a fase final da prova, enquanto o último resulta na despromoção à Liga B.
Além de Portugal tambem as restantes 54 equipas participantes na mais recente prova de seleções da UEFA ficaram a conhecer a sua sorte.
LIGA A
Grupo A1: Holanda, Itália, Bósnia e Herzegovina, Polónia
Grupo A2: Inglaterra, Bélgica, Dinamarca, Islândia
Grupo A3: PORTUGAL, França, Suécia, Croácia
Grupo A4: Suiça, Espanha, Ucrânia, Alemanha
LIGA B
Grupo B1: Roménia, Irlanda do Norte, Noruega, Áustria
Grupo B2: Israel, Eslováquia, Escócia, República Checa
Grupo B3: Hungria, Turquia, Sérvia, Rússia
Grupo B4: Bulgária, Irlanda, Finlândia, País de Gales
LIGA C
Grupo C1: Azerbeijão, Luxemburgo, Chipre, Montenegro
Grupo C2: Arménia, Estónia, Macedónia do Norte, Georgia
Grupo C3: Moldávia, Eslovénia, Kosovo, Grécia
Grupo C4: Cazaquistão, Lituânia, Bielorrússia, Albânia
LIGA D
Grupo D1: Malta, Andorra, Letónia, Ilhas Faroé
Grupo D2: São Marino, Liechtenstein, Gibraltar
A Liga das Nações
A Liga das Nações, competição que arrancou em 2018/2019, veio diminuir os jogos amigáveis de seleções e entrou em vigor em setembro de 2018 e começando por garantir vaga a quatro seleções para a fase final da prova, que terminava com a consagração do vencedor da prova.
As 55 federações que compõem a UEFA foram dividas em quatro ligas segundo o coeficiente da UEFA, com 16 equipas na Liga A, B e C e sete na Liga D.
Os vencedores dos grupos sobem à liga superior, com os últimos classificados a cairem para a liga inferior (A para B, C para D, por exemplo).
Quando Portugal conquistou pela primeira vez a edição da Liga das Nações
A seleção nacional conquistou, no passado mês de junho de 2019, a primeira edição da Liga das Nações ao bater a Holanda por 1-0 no Estádio do Dragão, no Porto.
Gonçalo Guedes fez o único golo da partida. Perdida a final do Euro2004 e conquistado o Euro2016, Portugal voltou a sorrir na terceira final da sua história, tendo organizado e vencido a primeira Liga das Nações.
O selecionador Fernando Santos fez três alterações no ‘onze' de Portugal, com destaque para a inclusão de Gonçalo Guedes no lugar de João Félix.
O avançado do Benfica fez a sua estreia absoluta, e como titular, na última quarta-feira, perante a Suíça (3-1), mas desta vez foi relegando para o banco, aparecendo no seu lugar o jogador do Valência, que vai fazer companhia na frente a Cristiano Ronaldo.
Fernando Santos optou ainda por tirar Rúben Neves, que esteve na origem do segundo golo de Portugal perante os helvéticos, e colocou no seu lugar Danilo, que tinha estado ausente do jogo das meias-finais por castigo.
Por seu lado, e como era esperado, José Fonte foi o escolhido para render o lesionado Pepe e vai fazer dupla no centro da defesa com Rúben Dias.
Pela 81.ª vez, Rui Patrício defendeu a baliza da seleção nacional, isolando-se como o guarda-redes mais internacional de sempre pelo seu país, e à sua frente teve um quarteto composto por Nelson Semedo à direita, Raphäel Guerreiro à esquerda, com Fonte e Dias no centro.
No meio campo estiveram William Carvalho e Danilo, mais recuados, com Bruno Fernandes e Bernardo Silva mais à frente, no apoio a Gonçalo Guedes e Ronaldo.
A seleção campeã europeia entrou melhor na partida e manteve-se superior ao longo dos primeiros 45 minutos. Destaque para as exibições dos avançados Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva, contrastando com Gonçalo Guedes, praticamente 'desaparecido' neste primeiro tempo.
O sportinguista Bruno Fernandes mostrou-se com altos e baixos, tendo sido dos que arriscou mais a sorte nos remates à baliza holandesa.
Apesar da exibição mais ‘cinzenta’ na primeira parte, Gonçalo Guedes redimiu-se aos 60 minutos ao abrir o marcador.
A jogada foi de Bernardo Silva, a tocar atrasado para o avançado do Valência que, à entrada da área, atirou forte e colocado, sem hipótese de defesa para Cillessen.
Em vantagem, Fernando Santos fez três alterações, fazendo sair Gonçalo Guedes, Bruno Fernandes Danilo e entrando Rafa Silva, João Moutinho e Rúben Neves.
Foi a terceira final da história da seleção portuguesa, depois do desaire com a Grécia (1-0) no Europeu de 2004 e das vitória com a França (1-0 após prolongamento) no Europeu de 2016 e agora contra a Holanda (1-0) na final da Liga das Nações.
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