O FC Porto passou a ser o clube português com mais vitórias na Liga dos Campeões. O triunfo por 2-0 no terreno do Olympiacos, foi o 114.º dos azuis e brancos na prova milionária da UEFA, resultado que permite ultrapassar o Benfica. Os encarnados somam 113 triunfos na Champions em 259 jogos, os 'dragões' têm 114 em 251 partidas.

Além deste registo histórico, o FC Porto aumentou para 63 os milhões de euros ganhos na UEFA esta época, sem contar com as receitas televisivas. A equipa de Sérgio Conceição termina assim a fase de grupos da melhor forma, com 13 pontos, frutos de quatro vitórias, um empate e uma derrota, dez golos marcados e três sofridos. Os dragões não sofrem golos na prova há cinco jogos.

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O jogo: miúdos lá para dentro a seguir um grande Otávio

Com o apuramento para os oitavos de final já garantidos e com a impossibilidade de chegar ao primeiro posto, esperava-se que Sérgio Conceição mexesse na equipas mas não tanto. O técnico surpreendeu com quatro campeões da UEFA Youth League (Diogo Costa, Diogo Leite, Romário Baró e João Mário) no onze e ainda deu minutos a Nanu, Grujic, Felipe Anderson e Toni Martinez, deixando os 'pesos pesados' no banco.

Capitaneados por um grande Otávio, o FC Porto teve a sorte do jogo ao seu lado: marcou no primeiro remate enquadrado, aos 10 minutos, por Otavio, na conversão de uma grande penalidade, naquela que foi o primeiro lance de perigo dos campeões nacionais. A equipa de Sérgio Conceição beneficiou também da falta de pontaria dos campeões gregos para manter a vantagem no marcador.

A precisar de vencer para não depender de terceiros para garantir o terceiro lugar do Grupo C, esperava-se mais do Olympiacos. Mas a equipa de Pedro Martins, desfalcada de vários elementos devido a lesões e COVID-19, pouco incomodou a defensiva do FC Porto, liderados por Diogo Leite. As duas grandes oportunidades do Olympiacos no jogo acabaram por ser desperdiçadas, por Masouras e El-Arabi. O ataque esteve longe do que pode dar e a equipa até fez uma exibição menos conseguida em relação ao primeiro jogo, quando perdeu no Dragão também por 2-0.

E quando Sérgio Conceição sentiu que os gregos estavam a crescer no jogo e ameaçavam o 1-1, colocou a 'artilharia' em campo (Luis Díaz, Uribe, Malang Sarr e Corona, além de Evanilson) e 'matou' o jogo aos 76 minutos, num lance que nasce de um pontapé de Diogo Costa e termina num remate de Uribe, após uma maldade de Luis Díaz sobre Raphinha. A expulsão de Rúben Semedo, dois minutos depois, acabou com as aspirações gregas.

Terminava assim uma excelente campanha do FC Porto na fase de grupos, onde igualou o seu melhor registo defensivo, com apenas três golos sofridos (tal como aconteceu em 2009/10 e 2016/17). Só o City marcou aos dragões e foi em Inglaterra. Já são cinco jogos sem sofrer golos na Liga dos Campeões, algo que só Atlético Madrid, Juventus, Manchester United, Manchester City e Liverpool conseguiram na história da prova.

O FC Porto, que tinha perdido os três jogos que disputou na Grécia frente ao Olympiacos, consegue assim o seu primeiro triunfo.

Na próxima fase os campeões nacionais já sabem que só há 'tubarões'. No sorteio dos oitavos de final, o FC Porto, segundo do Grupo C, sabe que não será cabeça de série, pelo que irá defrontar um dos vencedores dos oito grupos, exceto o Manchester City, que era do seu grupo: Bayern Munique, Real Madrid, Liverpool, Chelsea, Borussia Dortmund, Juventus e PSG são os possíveis adversários nos oitavos de final. Não há como escolher.

Momento do jogo: Mão, VAR e tranquilidade

No primeiro ataque do FC Porto, a equipa ganhou um canto. Na marcação, Toni Martinez desviou ao primeiro poste, Felipe Anderson apareceu a rematar à barra, com a bola a bater na linha de golo. O FC Porto pediu golo, o VAR alertou o árbitro para um possível penalti. A bola, cabeceada pelo espanhol, tinha sido desviada por Holebas, com a mão. Grande penalidade que Otávio não desperdiçou. Um golo cedo para dar tranquilidade.

Os melhores: Diogo Leite imperial, Otávio a justificar a braçadeira

Otávio foi o homem escolhido para capitanear a equipa e respondeu com raça, crença, personalidade e muito talento. O brasileiro foi dos melhores em campo, sempre a organizar o jogo, ora acelerando, ora pausando, pautando os momentos da partida. Marcou um golo e mostrou pormenores de classe, quer a defender quer a atacar.
Diogo Leite voltou a ser titular na Champions e desta vez esteve imperial nas marcações mas também na proteção da sua baliza. Grande exibição do jovem central, que atuou ao lado de Mbemba.

Os Piores: gregos perdulários

Quando reina o equilíbrio na Champions os jogos costumam ser resolvidos nos detalhes. No Dragão a equipa de Pedro Martins cometeu alguns erros defensivos que foram aproveitados pelo FC Porto. Esta quarta-feira os erros foram mais ofensivos, com duas flagrantes oportunidades falhadas. Com o ataque a ter dificuldades em criar, pedia-se mais acerto.

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Pedro Martins: "Perdemos a qualificação por culpa própria. Parabéns a City e FC Porto"

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