O ex-futebolista José Alberto Costa considerou hoje que o FC Porto, ao contrário do confronto para a Taça das Taças de futebol de 1981/82, é favorito frente à Roma, nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

"Estou otimista. O FC Porto tem feito um campeonato robusto. Nas competições europeias ainda mais e não vai querer desperdiçar a oportunidade de poder avançar, pondo todo o seu esforço na ultrapassagem deste adversário", disse Costa à agência Lusa.

José Alberto Costa, que retém "boas recordações" da eliminatória da Taça das Taças de 1981/82 com a Roma, que o FC Porto venceu com um triunfo por 2-0, nas Antas, e um empate 0-0 em Itália, alerta que "cautelas nunca fizeram mal a ninguém".

Costa, de 65 anos, marcou o segundo golo do triunfo dos 'dragões' no jogo da primeira mão, nas Antas, o primeiro foi do irlandês Mikey Walsh, e contribuiu de forma decisiva para a eliminação da Roma, que empatou a 0-0 no jogo da segunda mão.

"Na altura, a Roma tinha uma grande equipa e grandes jogadores, enquanto o FC Porto andava à procura do reforço de afirmação nacional e o início da afirmação internacional, que só conseguiu, mais tarde, quando chegou à final da Taça das Taças frente à Juventus", disse Costa.

Paulo Roberto Falcão era o motor do conjunto italiano, que contava, entre outros, com Carlo Ancelotti, Bruno Conti e Franco Tancredi, e grande parte da estratégia do treinador portista, o austríaco Hermann Stessl, passou por anular o jogo do brasileiro.

"Pese o favoritismo, na altura, da equipa da Roma, nós estivemos muito bem. Fizemos dois bons jogos, um nas Antas mais virado para o ataque e outro em Roma em função do resultado alcançado cá com algumas cautelas, não muitas, em termos de preenchimento de espaços e jogar mais em contra-ataque", disse.

Depois de ter conseguido marcar dois golos nas Antas à Roma, o que é sempre difícil, dada a filosofia de jogo das equipas italianas, o que permitiu a deslocação a Itália com algum conforto, Jaime Pacheco 'secou' por completo o brasileiro Falcão.

"Uma das estratégias passava por anular o Falcão. Em termos de organização de jogo e desequilíbrios que proporcionava, não só no passe, mas também no remate. E isso foi conseguido. O Jaime Pacheco não lhe deu um palmo de terreno, anulando-o, ficou reduzido o poder ofensivo da Roma", recorda Costa.

Em função do histórico e do que conhece do FC Porto, Costa reconhece que "a situação no presente é inversa à de 1981/82" e o campeão nacional "é favorito à passagem da eliminatória", embora "dependendo sempre das circunstancias do jogo".

"[O FC Porto] tem que demonstrar isso mesmo em campo, que foi o que não aconteceu, na altura, à equipa da Roma e que esteve na origem da nossa passagem aos quartos de final da Taça das Taças", explicou.

Na eliminatória seguinte, o FC Porto foi afastado das meias-finais pelos belgas do Standard Liège, com 2-0 em Liège e 2-2 nas Antas, que viriam a perder a final frente aos espanhóis do FC Barcelona.

"Agora a situação inverte-se um bocado. O FC Porto é mais favorito, mas tem que demonstrar isso mesmo em campo, que foi o que não aconteceu, na altura, à equipa da Roma e que esteve na origem do nosso triunfo [nas Antas] e apuramento", acrescentou.

Para além de representar o FC Porto (1978/1985), Costa jogou no Vila Real (1969/1971), Académica (1971/1978), Vitória de Guimarães (1985/86) e Marítimo (1986/87). Já como treinador, orientou, entre outros, Académica, Famalicão, Vizela, Varzim, Desportivo de Chaves e Sporting de Braga.

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