O Villarreal saiu-se melhor que o Manchester United de uma 'batalha' de quase vinte minutos no desempate por penáltis e arrecadou na quarta-feira, em Gdansk, a Liga Europa de futebol, primeiro troféu europeu da história do 'submarino amarelo'.

Perante a 'constelação' de grandes jogadores do United, o Villarreal cedeu o controlo de jogo ao adversário e soube esperar pela sua hora, que acabou por chegar após uma série de 21 penáltis marcados, para depois tudo se resolver no 'mano a mano' entre guarda-redes - De Gea rematou denunciado, Rulli (que já tinha marcado) defendeu.

Antes, nos 120 minutos em que as defesas foram muito mais assertivas que as linhas avançadas, houve um golo para cada lado, ambos em jogadas iniciadas com bolas paradas. Adiantou-se o Villarreal aos 29 minutos por Gerard Moreno, empatou o United aos 55, por intermédio do internacional uruguaio Cavani.

Em Gdansk, com muito pouco público nas bancadas, um homem decididamente entra para a história da competição: o espanhol Unai Emery, treinador do Villarreal, que comete a proeza de conquistar o troféu pela quarta vez.

Ir a penáltis não é novo para ele, já que ao serviço do Sevilha conquistou nessa condição a final de 2014, frente ao Benfica. Voltou a erguer a taça nos dois anos seguintes e após uma menos bem-sucedida passagem pelo Arsenal regressa a Espanha, para ajudar o Villarreal a chegar ao seu momento mais alto.

Um feito excecional, já que Vila-Real, na Comunidade Valenciana, é uma localidade de poucos mais de 50 mil habitantes, sendo que o clube da terra nunca foi campeão de Espanha, sendo apenas por uma vez segundo posicionado.

Como prémio, Emery e o Villarreal vão disputar a próxima fase de grupos da Liga dos Campeões, elevando o contingente espanhol para cinco.

O Manchester United, capitaneado pelo português Bruno Fernandes - que jogou 120 minutos e marcou o seu penálti final - apostou numa linha ofensiva mais alargada, com quatro unidades na frente, e conseguiu impor-se a nível de posse de bola.

Mas não 'furou' em condições o esquema mais contido do Villarreal, equipa que de qualquer forma nunca prescindiu de tentar ações ofensivas e subir no terreno.

Foi de uma dessas situações que nasceu o golo do 'submarino amarelo', apontado aos 29 minutos pelo 'inevitável' Gerard Moreno, goleador máximo da equipa. Dani Parejo cobrou um livre direto, a 40 metros da baliza, lançou a bola para a área e o seu colega de equipa isolou-se bem, quase no limite do fora de jogo, para marcar.

Excelentes na primeira parte, os homens do Villarreal tiveram um momento menos claro no início do segundo tempo, o que foi aproveitado pela equipa inglesa para acentuar mais a pressão no ataque.

O empate chegou aos 55, com um canto de Luke Shaw e um remate desferido por Rashford da zona de 20 metros, rechaçado pela defesa. A bola sobrou para Cavani, que aproveitou a desorientação de Rulli e atirou a contar.

Unai Emery não precisou de mais tempo e começou a alterar a equipa, já a antever uma batalha longa. Entre o minuto 60 e o 88 fez nada menos que cinco substituições, refrescando todos os setores.

À medida que o tempo passava era claro que as duas equipas se temiam, o que tornou previsível o prolongamento e depois 'quase inevitável' a ida para penáltis.

O que não se pensaria é que para essa 'lotaria' final ia ser necessário recorrer a todos os jogadores em campo, incluindo guarda-redes.

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