No Ibrox Park assistiu-se a duas metades completamente distintas.

Se na primeira parte o Sporting dominou o jogo a todos os níveis e o empate ao intervalo só penalizava os leões por aquilo que tinha feito; no segundo tempo, o Glasgow Rangers mostrou uma força e uma disponibilidade física que ainda não tinham sido vistas e foi com alguma naturalidade que chegou ao golo.

O que se temia verdadeiramente neste estádio com o início sempre empolgante na primeira parte da equipa da casa, só aconteceu após o intervalo, pois até aí pouco ou nada se tinha visto do Glasgow Rangers.

Nos primeiros 45 minutos assistiu-se a um Sporting autoritário, dono e senhor do jogo, que jogava no meio-campo adversário. Pelas alas, Evaldo e João Pereira subiam muito para servir Hélder Postiga que por mais do que uma vez teve o golo nos pés.

Só esporadicamente se via o Rangers no ataque. Lafferty e Weiss, uma agradável surpresa, eram os mais inconformados. Chegou-se ao intervalo e o zero a zero só penalizava o Sporting.

Segunda parte

No segundo tempo, nem pareciam as mesmas equipas que tinham estado em campo nos 45 minutos iniciais. Inverteram-se os papéis de forma inesperada e era o Glasgow que renascia das cinzas e empurrava os leões de forma incrível. O meio-campo leonino, principalmente Maniche e Zapater, perderam o fulgor do primeiro tempo e deixavam os adversários crescer em campo.

Whittaker avisou uma vez e à segunda concretizou. Na sequência de um canto, o número 16 do Rangers cabeceou à vontade na pequena área e desfeiteou Rui Patrício. Uma vantagem que se justificava pelo que se estava a passar no segundo tempo.

O treinador do Sporting acordou então para o jogo e só com o golo dos escoceses decidiu mexer na equipa. Saleiro, Matías Fernández e Diogo Salomão entraram sequencialmente na partida para dar a volta aos acontecimentos.

A equipa parecia não conseguir reagir e o encontro arrastava-se paulatinamente para o fim. Quando as primeiras pessoas já começavam a abandonar o estádio confiantes numa vitória da formação da casa, eis que Matías Fernández, num gesto pouco habitual, cabeceou para o fundo das redes e fez a igualdade, após cruzamento de João Pereira.

A massa associativa dos "teddy bears" nem queria acreditar e os jogadores do Rangers também pareciam algo surpreendidos.

Nos últimos instantes, a formação da casa tentou reagir e Lafferty teve nos pés duas oportunidades nos descontos para recolocar o Rangers em vantagem, porém Rui Patrício evitou males maiores e segurou o precioso empate.

Com este resultado, o Sporting mantém a eliminatória totalmente em aberto e resolverá em sua casa a contenda.

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