Com uma vantagem de 5-1 na bagagem, o FC Porto sabia que ia enfrentar em Moscovo uma resposta do adversário em busca da redenção, mas esta foi pouco eficaz e o FC Porto foi quase sempre dono e senhor dos acontecimentos, acabando por vencer por 5-2.

De facto, os moscovitas entraram melhor em jogo e logo aos 7’, um grande trabalho de McGeady na área portista terminou com um remate fortíssimo para uma grande defesa de Helton.

A equipa de Karpin fez-se valer do relvado sintético para surpreender os jogadores azuis e brancos em alguns lances, onde pareciam ser mais rápidos sobre a bola, mas um lance de contra-ataque fulminante dos campeões nacionais terminou com a aparente superioridade russa: aos 28’, Hulk arrancou a toda a velocidade da zona de meio-campo, driblou um adversário, e só com Dikan pela frente escolheu o lado e abriu o marcador no Estádio Luzhniki.

À passagem da meia hora Rodriguez podia ter aproveitado para aumentar a contagem, mas Dikan opôs-se bem e o Spartak voltou a crescer no jogo, naquele que foi mesmo o melhor período dos moscovitas. O uruguaio não se deu por satisfeito e voltou à carga já em período de descontos, respondendo de cabeça a um canto da direita e aumentando para 2-0 a vantagem dos dragões.

Se o FC Porto saiu da primeira parte a marcar, decidiu reentrar em campo do mesmo modo, com Guarín a voltar a marcar na Rússia depois de já ter facturado frente ao CSKA. Rúben Micael (que entrou para o lugar de Moutinho) rasgou a defesa do Spartak com um passe em profundidade, Falcao permitiu a defesa ao guardião russo e depois assistiu o compatriota, que num remate cruzado fez o 3-0.

Eliminatória claramente resolvida e desnivelada e talvez por isso os dragões relaxaram, com Dzyuba a aproveitar a benesse: o gigante russo fez um túnel sobre Otamendi, desviou de Rolando e na cara de Helton fez o tento de honra do Spartak.

O FC Porto respondeu de imediato e num jogo de parada e resposta repôs a diferença em três golos por intermédio de Falcao, que fez de cabeça e após um canto o seu 11º golo na Liga Europa, cimentando a sua liderança na lista de melhores marcadores.

O FC Porto optou no segundo tempo por gerir o resultado e jogar com o relógio e talvez por isso surgiram mais desconcentrações e espaços na defesa portuguesa. Ari, avançado brasileiro, aproveitou uma dessas desatenções e colocou o resultado em 4-2: passe de Dzyuba, Ari trabalhou tirou Helton do caminho e quase sem ângulo ainda conseguiu o remate para o fundo das redes.

Já em cima do apito final foi a vez de Rúben Micael fazer o gosto ao pé e aplicar nova "mão cheia" aos russos, fuzilando depois de um remate à barra de James.

A este triunfo do FC Porto por 5-2 soma-se o 5-1 da primeira mão. O FC Porto tem lugar assegurado nas meias-finais da Liga Europa, onde deve encontrar o Villarreal, de Espanha.

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