O Sevilha venceu o Dnipro por 3-2 em Varsóvia e conquistou a quarta Liga Europa da sua história. É o primeiro clube da europa a conquistar quatro troféus nesta competição. Carlos Bacca foi o homem do jogo com um bis.

Estádio de Varsóvia engalanado para receber as equipas finalistas. De um lado, o nosso bem conhecido Sevilha: Orgulhoso, campeão em título da Liga Europa e com possibilidades de obter o quarto troféu da Liga Europa da sua história. Do outro lado da contenda, o modesto Dnipro, equipa ucraniana desabituada destas andanças e à procura do seu primeiro caneco europeu.

Uns de vermelho, outros de azuil, mas não se tratava de um Benfica – FC Porto, e sim de um duelo entre dois tipos de futebol. Um do sul e outro do leste europeu.

Do contingente de portugueses em ambos os emblemas, só Daniel Carriço foi titular. Beto e Diogo Figueiras ficaram no banco do lado do Sevilha. No Dnipro, Bruno Gama também ficou a ver a final entre os suplentes.

O jogo iniciou com domínio da equipa favorita, o Sevilha claro está. O Dnipro apresentava um bloco baixo e em certa medida permitia a superioridade

em campo dos homens de Unai Emery. O esférico rolava com dificuldade, num relvado indigno de uma final.

Talvez por isso e de forma algo surpreendente, o Dnipro chegou à vantagem, logo à passagem dos 7 minutos. Depois de uma assistência do ex-bracarense Mateus, Kalinic de cabeça, confirmou os seus créditos como melhor artilheiro da equipa ucraniana e inaugurou o marcador.

O tento da equipa que vem do frio, serviu de despertador para os homens andaluzes. Aos 27 minutos, Krychowiak, jogador polaco, talvez inspirado por jogar na sua capital, aproveitou a confusão na área e igualou a contenda. Três minutos depois, foi Carlos Bacca a confirmar a “remontada”, com uma finalização eficaz depois de uma assistência sublime do ex-benfica Reyes. Já ao cair do pano da primeira parte e sem nada o fazer prever, o Dnipro empatou com remate fulminante de Rotan.

Após uma primeira parte de loucos, na etapa complementar as equipas entraram mais cerebrais. O Dnipro entrou melhor, sem a atitude contemplativa da primeira parte.

No entanto, o jogo recomeçou morno, mas emergiu uma figura: Boyko. O guardião do Dnipro que foi adiando o golo do tricampeão da Liga Europa.

Aos 67 minutos, Boyko ainda impediu o pior com uma grande estirada. Mas aos 72 minutos, frente a Bacca, foi impotente para travar o golo do colombiano servido magistralmente por Vitolo. Até ao final, a equipa com mais “ratisse” e experiência segurou a importante vantagem e assegurou mais um troféu para a sua vitrina.

A tradição acabou por se manter. Sempre que o Sevilha entrou em campo com um colombiano (Carlos Bacca), a equipa venceu a Liga Europa. O avançado (apontou dois golos) foi mesmo o maior protagonista de um triunfo que acaba por ser justo.

Com este triunfo, o Sevilha conquista a quarta Liga europa da sua história, feito inédito na competição. Garante também presença na fase final da Liga dos Campeões.

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