Portugal está isolado no topo do Grupo A da qualificação europeia para o Mundial 2022! A boa-nova chegou com o empate da Sérvia na Irlanda, já algumas horas depois do tranquilo triunfo da Equipa das Quinas no Azerbaijão. Um triunfo confortável, com três golos sem resposta, e em que os golos foram apontados pelos três homens que Fernando Santos escolheu para a frente de ataque, na ausência do capitão, Cristiano Ronaldo.

Sem CR7, o selecionador nacional fez duas alterações em relação ao anterior jogo de qualificação, ante a Irlanda, em que a vitória surgiu bem ao cair do pano: para além de Ronaldo, Rafa também saiu do 'onze' e para os seus lugares entraram João Moutinho (com Bernardo Silva a subir para o ataque) e André Silva.

Apostas acertadas, visto que seriam precisamente estes dois novos elementos da frente de ataque a marcar os dois primeiros golos do jogo, ainda na primeira parte. E o outro avançado titular, Diogo Jota, também viria a marcar. Mais atrás, no meio campo, Moutinho também se exibiu a um excelente nível, tal como Bruno Fernandes, que esteve no lance dos dois primeiros golos.

Contas feitas, frente a um adversário que ainda não tinha perdido por mais do que um golo de diferença neste Grupo A, Portugal acabou por somar a sua vitória mais tranquila nesta fase de apuramento (tinha, até aqui, vencido este mesmo Azerbaijão por 1-0 no arranque, com um autogolo, batido o Luxemburgo por 3-1 num jogo em que esteve a perder, empatado com a Sérvia e virado o jogo contra a Irlanda com dois golos nos derradeiros minutos). E fê-lo com uma exibição segura, equilibrada, ainda que sem deslumbrar, criando oportunidades suficientes para que os números do triunfo pudessem ter sido ainda mais dilatados.

O jogo: domínio (quase) absoluto de Portugal

Portugal totalizou 22 remates no jogo, sete dos quais na direção do alvo. Números que espelham bem o domínio dos ex-campeões da Europa. A turma de Fernando Santos entrou a mandar no jogo, ainda que só a partir do quarto de hora tenha começado a criar perigo. .

O primeiro golo surgiu aos 25 minutos, e foi pleno de classe. Passe fantástico de Bruno Fernandes, para a zona do segundo poste, onde Bernardo Silva surgiu a rematar de primeira, com categoria, para o fundo das redes. O 2-0 não tardou (depois de uma primeira iniciativa atacante do o Azerbaijão). Novamente Bruno Fernandes no lance, com nova abertura fantástica para a grande área adversária, desta feita na direção de Diogo Jota. O esférico sobrou para André Silva, que não perdoou.

O Azerbaijão foi pela segunda vez à grande área portuguesa em cima do intervalo, mas não marcou e o domínio luso prosseguiu no segundo tempo, com várias ocasiões de golo. O guarda-redes do Azerbaijão foi mostrando qualidades e Diogo Jota mostrava-se o mais perdulário, mas acabou mesmo por imitar os dois colegas titulares da frente de ataque e fazer também ele balançar as redes. João Cancelo trabalhou bem na direita, cruzou com conta, peso e medida e o avançado do Liverpool fechou a contagem com o seu quarto golo nesta fase de qualificação, onde é o melhor marcador de Portugal.

O momento: Qualidade de Bruno Fernandes, classe de Bernardo Silva

Minuto 26! Portugal pressionava, mas os lances de real perigo tardavam em aparecer, até que a qualidade técnica de dois homens de Manchester veio ao de cima. Bruno Fernandes fez uma assistência de grande qualidade e Bernardo Silva finalizou, de ângulo difícil, de primeira, com enorme classe. Um golo muito bonito e o mais difícil estava feito...

Os melhores: Meio campo a criar, avançados a marcar

Portugal não passou por grandes sobressaltos, mostrando-se sempre seguro a defender quando foi preciso e rápido na recuperação da bola, mas se o triunfo (natural) chegou de forma tranquila, tal deveu-se, sobretudo, à qualidade que João Moutinho e Bruno Fernandes deram ao jogo no meio-campo, com destaque para o segundo, que esteve fez a assistência para o primeiro golo e também esteve no lance do segundo.

Depois, claro, na frente os avançados cumpriram o que se lhes pedia e fizeram, todos eles, o gosto ao pé. Ou à cabeça, no caso de Diogo Jota, que apesar de algo perdulário, voltou a mostrar veia goleadora na Seleção, onde leva oito golos em 21 internacionalizações.

Destaque também para João Cancelo, sempre muito ofensivo, com algumas iniciativas de qualidade pelo seu flanco direito e com a assistência para o terceiro golo.

Estatísticas e curiosidades

- Portugal continua sem perder frente ao Azerbaijão: em nove jogos, oito vitórias e um empate.

- Portugal voltou a não sofrer golos, seis jogos depois. A última vez que a baliza portuguesa tinha ficado incólume fora ante a Hungria, no jogo de estreia na fase final do EURO 2020, a 15 de junho último.

- O Azerbaijão sofreu três ou mais golos no mesmo jogo pela primeira vez desde junho de 2019. Há 21 jogos que não sofria tantos golos num jogo.

- Diogo Jota chegou aos oito golos por Portugal. Metade (quatro) desses golos foram marcados de cabeça.

- Bernardo Silva não marcava por Portugal há 12 jogos. Tal como Diogo Jota, também chegou aos oito golos pela Seleção Nacional.

- André Silva marcou pelo segundo jogo consecutivo e atingiu os 18 golos por Portugal. Está a apenas quatro de entrar para o Top-10 de melhor marcadores de sempre da Seleção

- Rui Patrício ficou a uma internacionalização de se tornar no sétimo jogador da história a chegar aos 100 jogos pela seleção principal de Portugal, depois de Fernando Couto, Nani, Pepe, Figo, Mourinho e Cristiano Ronaldo.

As reacções

- Reação dos jogadores portugueses: Elogios à exibição e Cristiano Ronaldo sempre presente (mesmo ausente)

- Fernando Santos diz que triunfo peca por escasso e lembra: "Isto não é atacar de qualquer maneira e depois sujeitarmo-nos a sofrer"

- Fernando Santos e a garrafa de vinho do Porto de Di Biasi: "Que eu saiba, não lhe devo nada"

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