O Manchester City terá sido financiado diretamente por uma empresa ligada ao governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU), país do dono do clube. De recordar que o City pertence ao xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emirados Árabes Unidos.

De acordo com documentos do 'Football Leaks' divulgados pela revista alemã 'Der Spiegel' ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (European Investigative Collaborations, EIC), a referida empresa terá pago vários milhões de euros em comissões a agentes de jogadores do City.

O 'esquema' terá sido utilizado na contratação de Brahim Díaz ao Málaga, em 2013, altura em que o médio espanhol ainda era menor de idade. Brahim Díaz, que joga atualmente no AC Milan, é representado por Pere Guardiola (irmão de Pep Guardiola, treinador do Manchester City).

A investigação do 'Football Leaks' denunciou ainda o envolvimento da Autoridade de Assuntos Executivos (EAA, em inglês), uma agência governamental de Abu Dhabi que faz a assessoria da política de estratégia do xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan. A empresa surge associada aos valores pagos pelo dono do Manchester City ao grupo Mediapro, que em 2013 pagou ao Málaga, em nome do Manchester City, pela transferência de Brahim Díaz.

Ainda segundo os documentos divulgados pelo 'Football Leaks' os pagamentos feitos pelo Abu Dhabi United Group Investment & Development (ADUG) eram autorizados pela EAA. Era Khaldoon Al Mubarak, acionista da ADUG e presidente não-executivo do Manchester City o responsável pela aprovação dos fluxos de dinheiro canalizados pelo governo dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

De referir Abu Dhabi United Group pertence ao xeique Mansour bin Zayed Al Nahyan, e que entre 2008 a 2021 foi o principal acionista do Manchester City. O ADUG detém 78% do City Football Group, gigante que detém, entre outros clubes, o Manchester City.

O 'Der Spiegel' denuncia que o Manchester City terá pressionado jogadores menores de idade para assinarem contrato mediante pagamentos em dinheiro, algo que é proibido. Outra denúncia está no facto de Roberto Mancini, antigo treinador City entre 2009 e 2013, ter recebido uma grande parte do seu salário através de um contrato fictício de assessoria.

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