O atacante do Manchester United Marcus Rashford recebeu, na passada quarta-feira (13), garantias do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, de que os pacotes de comida gratuita enviados às famílias desfavorecidas serão revistos, denunciados como "inaceitáveis" pela sua quantidade e qualidade.

O jogador, que lançou há meses uma campanha para que o governo continuasse a proporcionar refeições às crianças pobres durante o fecho das escolas devido à COVID-19 e as férias escolares, apoiou-se em imagens partilhadas nas redes sociais dos pacotes alimentares recebidos por algumas famílias.

Numa entrega que supostamente deveria incluir 10 refeições, havia três maçãs, duas bananas, duas cenouras, duas batatas, uma lata de feijão, pão fatiado com queijo, um pouco de massa e cinco barras de cereais.

"É um insulto para as famílias que receberam", admitiu Johnson ao ser questionado no Parlamento. O primeiro-ministro britânico anunciou que tomará medidas, depois de conversar por telefone com Rashford e este explicar o ocorrido no Twitter.

O primeiro-ministro "garantiu-me que está comprometido em corrigir o problema com os pacotes de alimentos e que está a realizar uma revisão completa da rede de fornecimento", afirmou o avançado do Manchester United.

O ministro da Educação, Gavin Williamson, afirmou que vai designar e advertir as empresas que fornecem pacotes inadequados. O governo deixou claro a todo o setor da alimentação escolar que tal comportamento "não será tolerado", acrescentou.

A nova polêmica em torno das refeições escolares gratuitas surgiu na segunda-feira depois de uma mãe partilhar a imagem de um escasso pacote de alimentos, afirmando o quão deprimente era ver o seu conteúdo, estimado em pouco mais de 5 libras (7 dólares ou 5,5 euros).

Esta e outras fotos parecidas passaram a ser virais.

"As crianças merecem algo melhor", tuitou Rashford. "Alguma coisa está errada e temos que corrigir isto, rapidamente!", acrescentou.

Chartwells, a empresa responsável pelo pacote que provocou a polémica, afirmou que "investigaria imediatamente" o ocorrido e que "isso não reflete o conteúdo padrão dos nossos pacotes". A empresa reuniu-se com funcionários do ministério da Educação para discutir a situação.

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