O Benfica esclareceu hoje que a venda do guarda-redes Roberto ao Atlético Madrid por seis milhões de euros e a compra ao clube madrileno de metade do passe de Pizzi pelo mesmo valor referem-se à mesma operação.

De acordo com porta-vozes do Benfica citados pela agência espanhola EFE, a relação entre ambas as operações já tinha ficado "clara" nos comunicados enviados pelo clube da Luz à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a entidade que regula os mercados de capitais em Portugal.

«Já informamos o regulador (financeiro) sobre a operação e, como ficou claro nos comunicados, [a compra e a venda de] Pizzi e Roberto reportam-se à mesma operação», indicou a mesma fonte à EFE.

Tanto a venda de Roberto como a compra do internacional português "Pizzi" levantaram dúvidas da CMVM. O comunicado do Benfica à CMVM sobre a venda de Roberto não refere a compra de Pizzi e a informação do clube ao mesmo regulador sobre a compra do jogador Pizzi também não refere o guarda-redes Roberto.

Num comunicado divulgado no site da CMVM no passado dia 30 de julho, o Benfica informou apenas que vendeu o guarda-redes Roberto ao Atlético de Madrid a troco de seis milhões de euros, depois de ter recuperado os direitos económicos sobre o jogador por incumprimento da empresa que os tinha adquirido em 2011.

«Recuperada a titularidade dos direitos, foram os mesmos transferidos a título definitivo para o Club Atlético de Madrid SAD pelo montante de seis milhões de euros», adianta o comunicado do Benfica, acrescentando que a transferência dos direitos económicos tem efeitos imediatos e a dos direitos federativos é diferida para 1 de julho de 2014.

O Atlético de Madrid foi o clube que inicialmente vendeu Roberto ao Benfica, no Verão de 2010, por 8,5 milhões de euros.

Na quarta-feira, 31 de julho, o Benfica enviou um novo comunicado à CMVM, desta vez para informar sobre a compra «a título definitivo dos direitos desportivos e 50 por cento dos direitos económicos do atleta Luís Miguel Afonso Fernandes (Pizzi) pelo montante de seis milhões de euros ao Club Atlético de Madrid SAD».

O internacional português Pizzi foi comprado pelo Atlético de Madrid ao Sporting de Braga por 13,5 milhões de euros.

O Benfica esclareceu hoje à EFE que os dois comunicados, sobre a venda de Roberto e a compra de metade do passe de Pizzi, se referem à mesma operação.

Esta não foi a primeira vez que a CMVM manifestou dúvidas sobre uma transferência do guarda-redes espanhol Roberto.

Depois de ter comprado o jogador ao Atlético de Madrid em 2010, o Benfica vendeu o jogador em agosto de 2011, numa operação que levantou dúvidas ao regulador do mercado de capitais.

A 1 de agosto de 2011, o Benfica emitiu um primeiro comunicado sobre esta venda de Roberto, no qual informava que tinha chegado a acordo com o Saragoça para «a transferência, a título definitivo, do atleta Roberto» rumo ao clube espanhol.

«A transferência do referido atleta, bem como da totalidade dos direitos económicos, foi concluída pelo valor de oito milhões e seiscentos mil euros», podia ler-se no comunicado do Benfica.

Dois dias depois, o clube da Luz emitiu um novo comunicado com «informação complementar», dando seguimento a um «pedido efetuado pela CMVM relativamente à transferência do atleta Roberto».

Neste esclarecimento, o Benfica precisava que a «transferência dos direitos desportivos [...] bem como a totalidade dos direitos económicos foi concluída pelo valor total oito milhões e seiscentos mil euros», mas «por via de dois contratos», celebrados um com a SAD da Real Saragoça e outro com uma sociedade de direito espanhol que não identificava.

«Em consequência, a Real Saragoça SAD adquiriu de forma definitiva os direitos desportivos do referido jogador e a outra sociedade passou a titular os direitos económicos», referiu na altura o clube lisboeta.

Em termos desportivos, nem o guarda-redes Roberto vai jogar no Atlético Madrid (foi emprestado ao Olympiacos até 2014), nem o extremo Pizzi vai jogar no Benfica (foi emprestado ao Espanyol de Barcelona por uma época).

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