O Boavista é, dos emblemas da Primeira Liga, aquele que terá sofrido o maior upgrade no seu plantel. O emblema axadrezado firmou uma parceira com o Grupo Gérard, proprietário de Gérard López, um investidor hispano-luxemburguês que é dono do Lille de França e o Mouscron da Bélgica. Nos próximos dias, haverá uma Assembleia-geral dos sócios para aprovar a venda da maioria do capital da SAD ao Grupo Gérard, embora o clube já esteja a tirar partido dessa parceria com a chegada de vários jogadores sonantes.

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"Será uma época (2020/2021) em que depositamos grandes expectativas. Uma nova era se iniciará, muitas caras novas. Este é o ciclo normal de um clube de futebol. E, desde o nosso regresso, está será a época de maiores mudanças", lembrou o presidente do clube, Vítor Murta, num comunicado partilhado nas suas plataformas digitais.

A Gérard Group pretende fazer o que a Red Bull e City Football Group têm feito no mundo do futebol: deter vários clubes, valorizar ativos e manter-se competitivos e conquistar títulos. Com o Lille a ser, para já, o projeto mais lucrativo da Gérard Group, muitos adeptos questionaram se os boavisteiros iriam passar a ser o clube satélite do emblema francês, algo negado pelo presidente do grupo.

"A ideia é que Boavista viva a sua vida sozinho, beneficiando da nossa experiência em explorar e atrair jogadores. Para torná-lo um grande clube em Portugal, queremos descobrir e formar jogadores lá", detalhou Gérard López, em entrevista ao 'La Voix du Nord'.

Um campeão do Mundo entre os reforços de peso

Para já, a equipa principal conta com 15 reforços, entre eles Adil Rami, campeão do Mundo pela França. O defesa central de 34 anos deixou o Sochi, da Rússia, para se aventurar na Liga Portuguesa, a custo zero. Com passagens por Lille, Marselha, Valência, Sevilha, AC Milan, entre outros, o internacional francês, campeão do Mundo em 2018, vem acrescentar experiência e qualidade.

Além de Rami, o Boavista contratou, também a custo zero, o ex-Benfica Javi Garcia. O médio internacional espanhol conta com passagens por Benfica, Real Madrid, Manchester City, Bétis e Zenit.

O clube investiu 2,5 milhões de euros em Reggie Cannon, defesa direito de 22 anos, internacional pelos EUA. Do Lille chegaram, por empréstimo, Angel Gomes, ex-Manchester United, o guarda-rede Léo Jardim, que na última época brilhou ao serviço do Rio Ave, e o médio Show, que passou a última época no Belenenses SAD.

Além desses, o Boavista contratou o médio argentino Sebastián Pérez ao Argentino Juniors, o central Chidozie ao FC Porto, o extremo Nuno Santos ao Benfica, o médio Alejandro Gómez ao Atlas do México, o lateral Nathan o Vasco da Gama, o avançado hondurenho Jorge Benguche ao Olímpia, o português Ricardo Mangas, ex-Desportivo das Aves e o francês Yanis Hamache, ex-Nice.

Entraram 15, saíram 15. Fabiano, Neris, Heriberto, Fernando Cardozo, Marlon e Nikola Stojiljkovic terminaram os empréstimos e voltaram aos clubes de origem. Carraça e Edu Machado terminaram contrato e foram para FC Porto e Leixões, respetivamente.

Para comandar a nova 'pantera' estará Vasco Seabra, um técnico que privilegia o futebol de ataque, de posse, com critério, capaz de valorizar os jovens jogadores e potenciar as qualidades técnicas dos jogadores.

Até ao fecho do mercado é possível que cheguem outros jogadores ao Boavista, um clube que está muito ativo neste mercado de verão.

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