Bruno Fernandes afirmou, em entrevista o jornal 'Record', que o julgamento do ataque à academia de Alcochete, que começou no passado mês de novembro, no tribunal de Monsanto, também tem ajudado a tornar a época complicada.

"(...) esta tem sido uma época complicada também por causa disso [julgamento]. Reviver todos os momentos, lembrar tudo ao pormenor… Ter de ir a tribunal nunca é fácil. Estar frente a frente com advogados que fazem o papel deles em defesa dos arguidos. É difícil por estarmos em competição", afirmou.

O médio recordou ainda o dia em que testemunhou no julgamento, através de videochamada e o que sentiu enquanto aguardava pela sua vez de testemunhar.

"Eu estive três horas à espera que o Ristovski acabasse o depoimento dele para ir fazer o meu. Aquelas três horas – fechado dentro de um espaço minúsculo, a rebobinar tudo – mexem, cansam e desconcentram. Estamos com isso e não estamos a pensar no jogo. Afeta qualquer um. Não está em questão o atleta, mas o ser humano", explicou.

Ainda sobre o julgamento e quando questionado sobre o facto do advogado de Bruno de Carvalho o ter tratado por 'Joaquim' durante o testemunho, Bruno Fernandes acredita que tenha sido com a intenção de o enervar.

"O papel dele passa por… tentar enervar-me. Talvez tivesse ordens de alguém para me tentar enervar chamando-me Joaquim. Mas eu também não sei o nome dele e, sinceramente, não estou muito interessado nem preocupado com o facto de ele me chamar Joaquim ou outro nome qualquer. Pelo que me disseram, estamos a falar de um sportinguista. Acho estranho um sportinguista não saber o meu nome. Se é assim tão adepto, deveria saber o nome dos jogadores que representam o seu clube", disse.

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