As últimas detenções de adeptos do Sporting envolvidos nas agressões em Alcochete permitiram à polícia recolher mais informações sobre os preparativos que levaram à eventual invasão da Academia leonina, revela este sábado o jornal Correio da Manhã.

Segundo escreve o referido diário, o ataque à Academia de Alcochete surgiu na sequência de preparativos da claque do Sporting para agredir jogadores e equipa técnica nas garagens de Alvalade após a derrota na Madeira com o Marítimo por 2-1.

A derrota no Funchal afastou definitivamente o Sporting da possibilidade de disputar a entrada na Liga dos Campeões o que levou vários elementos da claque leonina a exigir uma atitude mais agressiva contra os jogadores e Jorge Jesus, avança o referido jornal.

O clima de tensão entre a direção liderada por Bruno de Carvalho e os jogadores aumentou na sequência da derrota do Sporting em Madrid, frente ao Atlético, para a Liga Europa, e culminou com uma invasão à Academia do clube em Alcochete por parte de mais de 40 adeptos 'radicais'.

O jornal Correio da Manhã revela este sábado mais mensagens trocadas na aplicação WhatsApp entre os adeptos do Sporting envolvidos e que indicam que as agressões a jogadores e equipa técnica já tinham sido planeadas noutros cenários antes de efectivamente acontecerem na Academia.

Após a derrota com o Marítimo, Valter Semedo, um dos arguidos preso por terrorismo, chega a sugerir em conversas na referida aplicação, apreendidas com os telemóveis dos suspeitos, outro plano. "Eles hoje têm que ir todos para Alvalade", escreve o arguido, sugerindo que se atacasse o grupo nas garagens do estádio do Sporting, em particular Acuña, indo mais longe ao apresentar a sugestão de uma 'espera' na casa do jogador argentino: "para esse, é melhor ir para a porta de casa".

"O Acuña, filho da p***, eu vi na TV e vou a Alvalade. Logo entrar tudo para as garagens", escreveu Alano Silva numa das mensagens divulgadas pelo CM.

O plano de atacar os jogadores logo após a derrota na Madeira acabou por não ir para a frente porque  grupo teve receio da proteção policial, escreve o referido jornal que recorre a uma das mensagens trocadas entre adeptos para justificar o recuo nas intenções dos adeptos: "Malta, é para ir tudo para o aeroporto", escreveu Tiago Silva, ao que João Moreira escreve: "Eles são capazes de sair em Figo Maduro. Assim não os apanham. O melhor é ir para as garagens. Fazemos a receção e furamos os pneus nesses merdas".

"Insultar membros da Juve paga-se caro", escreve ainda João Moreira, acrescentando: "Deus perdoa, a Juve não".

Outras das mensagens divulgadas pelo jornal Correio da Manhã indicam ainda a convocatória de adeptos mais radicais para colocar em prática os planos de agressão aos jogadores. A fação mais radical da claque conhecida por 'Casual' entra então na discusão dos preparativos para a invasão à Academia de Alcochete.

"Vamos todos, inclusive os casuais", escreve Alano Silva ao que Valter Semedo responde: "os putos já estão falados. Falta é falar com os nossos da claque. Ver com quem se fala e ver quem vai".

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