Danilo deu uma entrevista ao PortoCanal onde assumiu que nunca está sereno dentro do campo e que nunca deixará de dizer o que pensa. O médio recordou o ano de 2016 que está a ser fantástico para si, falou do passado, do que é ser Porto e de como é jogar no Dragão.

Autocrítico: "Sou uma pessoa muito crítica e o que digo sai espontaneamente. Às vezes sai em momentos que não devia dizer, mas não escondo nada. Tanto no balneário, como na zona de imprensa digo o que sinto e me vem da alma".

Jogador e líder: "Sim. Sinto-me um líder porque um líder é aquele que consegue transmitir as suas ideias e faz com que o grupo o siga de uma forma positiva"

Líder sereno ou aos berros? "Depende. Dentro do campo sou muito emotivo e são raras as vezes que estou sereno. Fora de campo já é diferente".

Balneário do FC Porto: "É muito diferente dos outros por onde passei porque além de se muito competitivo, os jogadores não misturam os egos com a amizade e rivalidade e isso é muito bom. Além de ter um plantel muito competitivo, não há brigas de balneário, o que costuma haver".

Jogar no Dragão: "O FC Porto não pode perder nenhum jogo no Dragão. Os adeptos puxam muito e temos de corresponder a isso. Quando o Nuno Espírito Santo diz isso, tem mesmo de ser a nossa fortaleza. Não podemos ficar apenas pelas palavras. Temos de ser nós a mandar com a ajuda do público. Quando vaiam é normal, porque não estão satisfeitos, mas há momentos em que precisamos de mais alento e apoio, é verdade".

Exigência dos adeptos. "É um público muito exigente e gosto disso. Às vezes talvez o jogador não esteja à espera dessa crítica e precisa mais de palmas ou de incentivo para levantar o moral".

Dragão de Ouro: "Neste momento estou entre os melhores. Tenho um título europeu, sou comendador e um Dragão de Ouro".

Dragão de Ouro ou título? "Preferia não ter ganho o Dragão de Ouro, que tivesse ficado para outra pessoa, de outra posição. Esperava ter ganho títulos e não este prémio individual".

ADN Porto: "Desde que me conheço que conheço o FC Porto e sei qual é o espírito e os jogadores que por cá passaram. O meu espírito de gladiador, de guerreiro, que não deixa nenhum lance por perdido e quer sempre ganhar. Penso que esse é também o espírito das pessoas do FC Porto".

FC Porto campeão europeu em 2004: "Nem sabia que existia a Liga dos Campeões. Quando o FC Porto ganhou nesse ano passei a interessar-me mais, o que o futebol podia dar aos jogadores. Foi o FC Porto que me abriu os olhos nesse sentido".

Passagens por Itália, Grécia e Holanda: "Nesses anos tive de crescer muito depressa porque conheci muitas personalidades diferentes. Isso influenciou o meu futebol de forma muito positiva, tornei-me mais sério e objetivo. Às vezes precisamos de alguém conhecido e não ter isso faz crescer. Já estava um pouco cansado de tantas mudanças e quando vim para o FC Porto o que mais pensava era continuar por cá muitos anos, ter estabilidade e deixar a minha família tranquila".

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