O advogado Dias Ferreira, antigo dirigente do Sporting, disse hoje esperar uma decisão na Assembleia Geral de destituição do Conselho Diretivo do clube “a partir da qual se possa construir alguma coisa”.

“Espero uma decisão a partir da qual se possa construir alguma coisa”, disse Dias Ferreira em declarações aos jornalistas, relembrando que “os que ganham e os que perdem têm de respeitar a decisão dos sócios”.

Dias Ferreira junto à Altice Arena, em Lisboa, onde hoje decorre uam Assembleia Geral para votar a destituiçãou ou continuidade da direção liderada por Bruno de Carvalho.

O antigo dirigente do clube de Lisboa falou ainda sobre as possíveis eleições dos órgãos sociais, que irão acontecer em 08 de setembro, caso o Conselho Diretivo do clube seja hoje destituído.

“As pessoas não se devem pronunciar [acerca das eleições], devem falar apenas depois de se saber se vai ou não acontecer”, disse Dias Ferreira em relação à confirmação de candidaturas à presidência do clube, caso as eleições aconteçam.

Ferreira, que marcou presença na Assembleia Geral, disse ainda que não sabe se a crise do Sporting é irreversível, afirmando que é necessário esperar para ver os resultados da próxima época.

A reunião magna foi convocada com o objetivo de decidir o afastamento ou a continuidade de Bruno de Carvalho, figura central de uma crise que se agudizou com a perda do segundo lugar na I Liga de futebol e a invasão de adeptos à Academia do Sporting, em Alcochete.

Bruno de Carvalho, que em fevereiro viu uma larga maioria de sócios legitimar o seu mandato - aprovando alterações aos estatutos e ao regulamento disciplinar, e a continuidade dos órgãos sociais - é o primeiro presidente a enfrentar a possibilidade ser afastado em quase 112 anos de história do clube.

Eleito em 2013 e reconduzido em 2017, Bruno de Carvalho considerou, desde o início, que a AG é ilegal, e garantiu, mais tarde, que não marcaria presença no plenário que decorre na Altice Arena, em Lisboa, desde as 14:00.

Em vésperas da AG, o presidente ‘leonino’ afirmou que se afasta do cargo se a sua destituição for votada de forma fidedigna.

A AG foi convocada por Jaime Marta Soares em 24 de maio, numa altura em que presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG) já tinha dito publicamente que se demitira, embora nunca tenha formalizado o pedido.

Além da MAG, o clube ficou também sem quórum no Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), e o Conselho Diretivo (CD), liderado por Bruno de Carvalho, perdeu seis membros.

A maioria dos pedidos de demissão surgiram logo após 15 de maio, dia em que vários futebolistas do plantel e elementos da equipa técnica e do staff foram agredidos na Academia por cerca de 40 adeptos encapuzados, dos quais 27 foram detidos e ficaram em prisão preventiva.

Estes acontecimentos, levaram os futebolistas Rui Patrício, William Carvalho, Gelson Martins, Bruno Fernandes, Battaglia, Bas Dost, Podence, Ruben Ribeiro e Rafel Leão a rescindirem contrato alegando justa causa.

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