A I Liga regressa no próximo dia 3 de junho, debaixo de fortes medidas de segurança e de higiene devido à pandemia de COVID-19, que obrigou a competição a parar no passado dia 12 de março. 87 dias desde a última vez que a bola rolou, os jogadores regressam aos relvados, mas vão encontrar bancadas despedidas. Isto porque todos os jogos serão realizados à porta fechada, até ao final da prova esta época.

O SAPO Desporto foi à procura dos grandes adeptos dos clubes da Primeira Liga que agora se vêem privados de apoiar o clube do seu coração ao vivo nos respetivos estádios, de forma a saber como estão a planear viver os restantes nove jogos que os seus emblemas têm em falta.

Alberto Medeiros, adepto do Santa Clara, não vai poder ocupar o seu lugar cativo no Estádio de São Miguel como habitualmente semana sim, semana não. Apesar da mudança dos 'Bravos Açorianos' para a Cidade do Futebol este sócio do emblema açoriano considera que o clube irá vencer e manter-se na I Liga de forma a que o futebol de primeira regresse aos Açores na próxima época.

SAPO Desporto: Onde é que vai ver os jogos do Santa Clara?

Alberto Medeiros: Vou acompanhar através da TV. Geralmente costumo ver aqui num estabelecimento aqui na freguesia, com amigos. Acompanha-se o nosso clube, vibra-se, é uma paixão. Uma paixão que vem desde criança, é o clube da nossa terra, é o meu clube, o clube que representa a nossa região.

SD: Concorda com o regresso da I Liga ou acha que devia de ter sido dada como terminada?

AM: Eu acho que sim, o campeonato joga-se é em campo e não na secretaria. Eu acho muito bem, vamos disputar as últimas 10 jornadas que faltam, temos uma equipa excelente, boa equipa técnica, bom staff, uma equipa coesa, ambiciosa e vamos conseguir os objetivos propostos pela direção para esta época.

SD: Custa-lhe que a equipa se tenha mudado para o continente quando por exemplo o Marítimo consegue jogar na Madeira?

AM: O Marítimo consegue jogar na Madeira porque o estádio deles tem condições, é de nível um. O Estádio de São Miguel não tem essas condições e como disse o nosso presidente vamos de ‘armas e bagagens’ para o continente, representar uma região, representar a nossa diáspora e é o que temos. Cá ou lá, iremos vencer, iremos manter-nos na Primeira Liga e para o ano teremos novamente futebol de primeira aqui nos nossos Açores.

SD: Não podendo ir ao estádio, do que é que vai sentir mais falta?

AM: É complicado… Estar no estádio é uma emoção enorme, ver a equipa, apoiar, vibrar com os golos, não se podendo… Mesmo cá vou apoiar e dar muita força para que corra tudo pelo melhor,  que vai correr. Somos Bravos Açorianos.

SD: Tem alguma tradição que não consiga cumprir agora sem jogos?

AM: Eu sou sócio cativo, tenho lá o meu lugar no estádio. Temos um grupo de amigos e a tradição é essa, de 15 em 15 dias, juntavamo-nos lá, conversávamos, apoiávamos, vibrávamos com a equipa. Agora fazemos isso cá da ilha, mandar energias positivas e dar força à equipa mesmo longe, vamos vencer.

SD: Que sugestões deixa aos outros adeptos do Santa Clara para os jogos até ao final da época?

AM: Vamos ter fé, nada está perdido e vamos conseguir. Cá ou lá, somos 'Bravos Açorianos', somos Santa Clara e vamos vencer.

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