O guarda-redes brasileiro Fábio Szymonek reconheceu hoje que a grande penalidade travada na terça-feira no nulo caseiro com o FC Porto, da 27.ª jornada da I Liga de futebol, deu estabilidade emocional ao lanterna-vermelha Desportivo das Aves.

“Foi um penálti muito duvidoso, visei a bola e a dividida faz parte do futebol, pois é um jogo de contacto. Defendi o penálti e, realmente, serviu para lavar a alma e tirar tudo o que estava entalado dentro de nós. Deu-nos confiança na partida e foi um ponto-chave para que a equipa se unisse ainda mais, estar mais focada e ir atrás dos seus objetivos”, descreveu o guardião, numa conversa promovida pelos nortenhos.

Fábio Szymonek, de 30 anos, abrilhantou a quarta aparição no campeonato ao parar oito dos 24 remates protagonizados pelos ‘dragões’, incluindo um castigo máximo do avançado cabo-verdiano Zé Luís aos 22 minutos, que encaminhou “um ponto muito importante” para acalentar a “esperança e fé” avense numa “luta muito difícil”.

“Foi o nosso terceiro jogo após o reinício e estávamos a merecer conquistar pontos. Frente ao Belenenses SAD começámos mais ou menos, contra o Tondela o resultado não tinha sido justo e frente ao FC Porto a nossa mentalidade mudou. Acredito que vamos evoluir no decorrer da competição para buscar os nossos objetivos”, afiançou.

Num ciclo de cinco partidas sem vencer, o Desportivo das Aves continua afundado na 18.ª e última posição, com 14 pontos, menos 11 do que o Paços de Ferreira, a primeira equipa acima da zona de despromoção, numa altura em que restam sete jogos e os pupilos de Nuno Manta Santos preparam a deslocação ao Gil Vicente.

“O guarda-redes não pode, só porque fez um bom jogo, achar que é o melhor. Vamos manter os pés no chão, trabalhar e querer mais. Este regresso é complicado, até porque ficámos cerca de 100 dias parados. Para recuperarmos a forma física precisamos de um tempo de adaptação e evoluir jogo a jogo”, recomendou Fábio Szymonek.

Os avenses têm atravessado uma série de contrariedades desportivas, diretivas e financeiras e voltaram a falhar na terça-feira a obrigação de demonstrar a inexistência de dívidas salariais a jogadores e treinadores nos meses de março e abril junto da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que remeteu o processo para o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, tal como tinha sucedido em 03 de abril.

A SAD liderada pelo chinês Wei Zhao justificou o incumprimento entre dezembro de 2019 e fevereiro de 2020 com a paralisação da atividade económica na China, motivada pela pandemia de covid-19, mas assistiu às rescisões unilaterais do guarda-redes francês Quentin Beunardeau e do avançado brasileiro Welinton Júnior, numa reincidência que pode significar cinco a oito pontos de penalização na luta pela manutenção na I Liga.

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