O treinador Jesualdo Ferreira encarou hoje com naturalidade as dores de crescimento do renovado plantel do Boavista, que procurará consumar no domingo o regresso aos triunfos na I Liga de futebol, na deslocação ao Marítimo.

“Olhamos para as equipas mais fortes do campeonato e percebemos que tiveram no seu crescimento momentos em que as coisas não funcionam bem. Acho que está a acontecer isso aqui. Quando se começa a crescer, cai-se algumas vezes, mas sei que passos têm de ser dados na nossa evolução”, explicou o técnico, em conferência de imprensa.

Ao fim de quase três semanas de treinos, intercaladas com o empate em Paços de Ferreira (1-1) e a derrota na receção ao Sporting de Braga (1-4), o sucessor de Vasco Seabra está agradado com atletas “que querem aprender, crescer e estar cá em cima”.

“Não encontrei nada que fosse diferente do que estou habituado e que pudesse chamar de negativo. Sinto que estão melhores e apropriam as coisas de forma mais segura e rápida. Tem sido um prazer trabalhar com eles e fazê-los entender o que é o Boavista, além das alterações táticas necessárias para chegarmos a outros patamares”, vincou.

A reabertura do mercado vai incentivar reflexões sobre eventuais reforços, que juntem experiência a um plantel recheado de juventude, tendo em vista uma “equipa boa e competitiva”, cuja urgência de “crescimento rápido” pode “não ser boa conselheira”.

“Antes de vir para o Boavista, ouvia toda a gente falar numa equipa com jogadores de muita qualidade. Se olhar para a tabela, ou está tudo doido ou não é verdade. Penso que a verdade está no meio disto tudo: há atletas de qualidade, mas que têm de trabalhar muito para alcançar um rendimento que lhes permita responder às exigências”, analisou.

Ao longo de uma “caminhada difícil” em 2020/21, Jesualdo Ferreira quer ver um Boavista “mais agressivo, coordenado e equilibrado” para “ser merecedor de ganhar jogos”, sob pena de “os problemas que não forem resolvidos criarem situações menos produtivas”.

“A nossa preocupação atual assenta em dois planos claros: um de natureza emocional, outro de natureza tática. Olhando aos números, estamos em défice de desequilíbrio e precisamos de estabilidade defensiva. Esta semana foi a continuação das outras anteriores e cada uma terá sempre um jogo que testará as nossas evoluções”, frisou.

Adil Rami, Javi García e Miguel Reisinho falham por lesão a visita a um Marítimo em “processo progressivo” face à mudança de treinador, enquanto Gustavo Sauer já regressou aos treinos, após ter contactado com uma pessoa infetada com covid-19.

“O adversário está altamente motivado e tem jogadores que podem criar-nos muitos problemas. Nós também temos algumas armas. Espero um jogo corrido e dividido e não estou a ver o Boavista com a exclusiva preocupação de defender. Acredito é que o facto de eles estarem mais confiantes poderá dar-lhes alguma vantagem”, concluiu.

O Boavista, 16.º e penúltimo colocado, com nove pontos, visita o Marítimo, sétimo, com 13, no domingo, às 15:00, no Estádio dos Barreiros, no Funchal, num jogo da 12.ª jornada da I Liga, com arbitragem de Luís Godinho, da associação de Évora.

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