Humildade, trabalho e um “grupo incrível” foram a receita para o sucesso do Arouca, segundo o defesa João Basso, que conquistou duas subidas de divisão consecutivas e alcançou o regresso à I Liga portuguesa de futebol.

Em declarações à Lusa, o brasileiro de 24 anos – em Portugal há cinco – descreveu as emoções que está a viver desde que assinou pelo clube, na altura no Campeonato de Portugal, na 'ressaca' de uma época de grande nível ao ser o segundo melhor marcador e o segundo jogador com mais minutos na formação de Armando Evangelista.

“Sempre soubemos da capacidade e das condições para conquistar esta subida. Dentro do balneário falávamos que íamos conseguir, apesar de ninguém contar connosco e ninguém falar de nós. Devíamos ter sido mais valorizados durante a época, fomos muito regulares e [a reta] final foi excelente. Sabíamos da nossa qualidade, bastava acreditar”, afirmou o atleta natural de Curitiba.

Tal como o emblema que representa, também Basso está de regresso ao principal escalão após cinco anos, já que na época 2016/17 chegou a Portugal para representar o Estoril Praia, tendo feito apenas quatro partidas pelos ‘canarinhos’, seguindo-se um empréstimo ao Real Massamá.

Em 2018/19, representou os sub-23 da ‘turma’ lisboeta e, em 2019/20, rumou a Arouca para reerguer o clube desde o Campeonato de Portugal, acreditando que o mesmo “não iria permanecer lá muito tempo”, o que acabou por acontecer graças ao “trabalho” e à crença de dois “plantéis fantásticos”.

“Tem sido ótimo, tenho tido muitos minutos e oportunidades de jogar. O Arouca foi a primeira equipa em Portugal que me deu oportunidade de jogar, mostrar o meu futebol e o meu valor. Sinto-me confortável, tenho evoluído muito e o Arouca deu-me o suporte para que tudo fosse possível”, sublinhou.

O defesa considerou que a receita para o sucesso desta temporada “foi o grupo”, que além de ter “muita qualidade” soube ter a “humildade para entender a situação em que estava” e “todos remaram em prol do mesmo objetivo”, “focados” e sem “discussões entre jogadores”.

“Foi um grupo de trabalho que não tinha egos. Isso foi o mais importante”, vincou.

Apesar de uma primeira metade do campeonato a ‘meio gás’ – a meio da temporada a equipa ocupava o nono lugar, a nove pontos do segundo classificado Académica –, a reta final invencível (nove vitórias em nove jogos) valeu o terceiro lugar e a hipótese de subir de divisão caso vencesse o Rio Ave, no play-off de acesso à I Liga, no qual o Arouca venceu os dois jogos.

“A única diferença entre a primeira metade e a segunda foi o amadurecimento. Tanto a nível individual como coletivo, conseguimos entender melhor os momentos do jogo, sofríamos poucos golos. Melhorámos muito a nossa eficácia, tínhamos mais espaço para gerir o jogo. Depois da partida com o Vizela [1-1, na 25.ª jornada], sabíamos que não podíamos facilitar. A partir daí acendeu a chama, começamos a acreditar e transformamos essa chama em ações”, explicou.

Para a próxima temporada, “o importante é entender a situação” da formação no escalão principal com outras “equipas de muita qualidade e jogadores acima da média”.

“O primeiro objetivo é conseguir a manutenção, um passo firme e seguro para não dar um passo maior do que a perna. As coisas vão acontecendo ao longo do tempo, mas primeiro vamos ganhando os nossos jogos e estabilizando o Arouca na I Liga”, definiu.

Sobre o futuro, o brasileiro foi claro nas intenções de querer ficar em Arouca, numa altura em que tem contrato por mais uma época.

“Não tenho a cabeça noutro lugar, estas são as primeiras férias em que não estou preocupado com isso. Estou feliz aqui, acredito que posso ajudar ainda mais a equipa e isso é o mais importante: estar num lugar onde estamos bem e felizes, só assim damos o melhor ao mais alto nível”, admitiu à Lusa.

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