O candidato à presidência do Sporting João Benedito admitiu ir até às últimas consequências para defender os interesses do clube nos processos de rescisões dos futebolistas que deixaram o plantel neste verão, após o ataque à Academia, em Alcochete.

Sem esconder a tristeza por este processo ter sido maioritariamente liderado por jogadores provenientes dos escalões de formação, na sequência dos graves incidentes de 15 de maio, o antigo guarda-redes de futsal do Sporting reconheceu, em entrevista à Lusa, que há casos distintos entre os elementos que saíram, mas que o clube não pode sair prejudicado.

“É lógico que me preocupa e gostava que não tivesse acontecido. As pessoas terão as suas razões, mas cabe-me olhar para o problema de uma forma defensora - única e exclusivamente - do que são os direitos do Sporting. Nenhum clube ou atleta vai conseguir levar vantagem em relação ao Sporting por aproveitamento desta situação”, avisou, comprometendo-se ainda a “tornar público o protocolo com os grupos organizados de adeptos”.

Outro tema a agitar o universo sportinguista ao longo dos últimos anos foram as relações tensas com os rivais, nomeadamente em relação ao Benfica. Confrontado com a possibilidade de um reatamento, João Benedito condicionou uma decisão nesta matéria às consequências de vários processos que envolvem os ‘encarnados’ e que estão na justiça.

“Há situações que têm de ser respondidas e há informações que têm de ser dadas aos sócios do Sporting. Quando chegarmos, iremos pegar nos processos e queremos ser institucionais com todos aqueles que são os parceiros no negócio do futebol. É aqui que nos queremos focar, mas há situações que não podem ser esquecidas e há respostas que têm de ser dadas”, referiu.

Apesar desse posicionamento, o candidato à presidência ‘leonina’, de 39 anos, admitiu convergir com os rivais na questão dos direitos televisivos, tema sobre o qual conversou recentemente com o presidente da Liga de clubes, Pedro Proença. No entanto, só aceita um cenário em que os leões não saiam prejudicados financeiramente em relação ao contrato de longa duração assinado com a operadora NOS em 2015.

“A minha posição em relação a este tema é: primeiro, defender os interesses do Sporting, e, segundo, poder congregar esses interesses do Sporting com aquilo que são os interesses do mercado e do negócio do futebol. A minha preocupação – e foi demonstrada – foi garantir que havendo essa centralização o Sporting, pelo menos, consegue garantir aquilo que já garantiu com o contrato de patrocínio que foi assinado”, referiu.

“Estamos afastados da Liga dos Campeões. Por consequência, estamos com receitas inferiores aos nossos rivais. Se nos for reduzida a vertente dos direitos televisivos, vamos ficar ainda mais fragilizados. Sou de acordo que possa haver essa centralização, mas que o Sporting receba, pelo menos, aquilo que são os valores que já tem orçamentados”, frisou.

Já sobre as modalidades e a alegada falta de retorno financeiro para o investimento que tiveram na última época, da qual resultaram as conquistas dos títulos de andebol, futsal, hóquei em patins e voleibol, João Benedito deixou uma garantia de competitividade.

“Todas as modalidades do Sporting têm de lutar para serem campeãs nacionais, pelo menos. É este o nosso posicionamento. Depois, temos de ver a nossa elasticidade de custos e condições para podermos lutar pelos títulos europeus. O valor dos títulos das modalidades é muito superior ao preço que elas custam”, sentencia.

As eleições no Sporting estão marcadas para sábado.

Além de João Benedito, concorrem ao ato eleitoral José Maria Ricciardi (lista B), Pedro Madeira Rodrigues (C), Frederico Varandas (D), Rui Jorge Rego (E), José Dias Ferreira (F) e Fernando Tavares Pereira (G).

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