O treinador João Pedro Sousa pediu hoje uma resposta convincente dos futebolistas do Boavista na visita a Arouca, no sábado, em encontro da 12.ª jornada da I Liga, face à goleada sofrida há três semanas com o Famalicão (2-5).

“Precisávamos [de uma lavagem anímica]. Não fugimos à questão, porque a derrota pesadíssima que tivemos no último jogo deixa marcas em toda a gente. Aproveitámos a pausa para refletir, conversar e perceber o que é que cada um pode melhorar e dar mais ao Boavista. Foi isso que tentámos fazer durante estas semanas, e era nossa obrigação, para a resposta surgir em campo”, partilhou o técnico, em conferência de imprensa.

Sem vencerem há oito rondas seguidas e com nove golos encaixados nas duas últimas, os ‘axadrezados’ perderam a invencibilidade no Bessa frente aos minhotos, logo antes da terceira e última paragem da I Liga em 2021 para os embates das seleções nacionais.

“A resposta que temos de dar é mesmo muito trabalho, de forma a oferecermos outro tipo de alegrias aos adeptos. As sensações desta pausa são positivas. No entanto, falar é fácil e mais difícil é atuar. Temos de dar as respostas no campo, no jogo e no resultado. Trabalhamos para ter melhores resultados, somar pontos e ganhar mais vezes”, frisou.

João Pedro Sousa, que estará privado do norte-americano Reggie Cannon, do uruguaio Rodrigo Abascal e do colombiano Sebastián Pérez, todos castigados, antevê uma “tarefa extremamente complicada e muito competitiva” na visita ao recém-promovido Arouca.

“Nem sequer vamos argumentar que nos falta isto ou aquilo. Temos de ir até Arouca com o objetivo de ganhar e a ambição do Boavista. Se, porventura, as coisas não correrem bem ao nível do resultado, tudo o resto tem de ser diferente do último jogo. É nossa obrigação, e não pode ser promessa, trabalhar e competir mais para ganhar”, reiterou.

Se Tiago Ilori e Miguel Resinho continuam lesionados, o equatoriano Jackson Porozo já voltou a treinar sem limitações e poderá ser utilizado quase dois meses depois, ao contrário do espanhol Javi García, que “está clinicamente apto, mas não para competir”.

O recente hiato competitivo trouxe ainda a rescisão por mútuo acordo do guineense Marcelo Djaló, devido a “razões de índole pessoal e familiar” invocados pelo defesa central, que veio desfalcar um setor particularmente limitado desde o início da época.

“Perder um jogador, seja de que setor ou posição for, é sempre complicado para o treinador, além do facto de termos um plantel reduzido. No entanto, foi uma situação que surgiu e o acordo foi total entre atleta, equipa técnica e administração. O Marcelo Djaló seguiu o seu caminho e aproveito para lhe desejar as maiores felicidades”, comentou.

Face à necessidade de “acrescentar qualidade e quantidade ao plantel”, João Pedro Sousa aproveitou a paragem para iniciar conversações sobre a abordagem do clube à reabertura do mercado de transferências com a administração liderada por Vítor Murta.

“Em relação à aproximação com a direção, não há afastamento rigorosamente nenhum. Estou diariamente em contacto com o presidente e estamos em sintonia. Dentro deste clube, o presidente é a pessoa que mais trabalha e maior vontade tem em resolver os problemas do Boavista e não tenho dúvidas de que o vai conseguir”, finalizou.

O Boavista, 10.º colocado, com 11 pontos, visita o Arouca, 12.º, com 10, no sábado, às 18:00, no Estádio Municipal de Arouca, em Arouca, em encontro da 12.ª jornada da I Liga, com arbitragem de João Pinheiro, da associação de Braga.

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