O presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF), Joaquim Evangelista, reconheceu hoje que 2012/13 foi uma época difícil quanto ao incumprimento salarial, atribuindo o menor mediatismo dos casos a uma mudança na sua atitude.

«Foi um ano difícil, apesar de não haver mediatismo, na medida em que também assumi um papel responsável, em tentar resolver o problema e os jogadores acabaram por não ter uma posição pública notória. Mas a verdade é que a situação é grave e continua grave», afirmou Joaquim Evangelista.

À margem do 1.º Congresso da Associação Portuguesa de Direito Desportivo (APDD), que decorre hoje e terça-feira, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, o líder sindical reconheceu que o Fundo de Garantia Salarial chegou a ser acionado, mas poderia ter sido utilizado noutros casos se os jogadores não se sentissem «constrangidos» a fazê-lo.

«Eu acho que os clubes, através da Liga, que emana o poder dos clubes, devem exigir que as regras sejam cumpridas. Ao longo da época constatei que houve muita violação, mas depois sou impotente porque, no limite, os jogadores podem pactuar com esta situação e não é legítimo colocar o ónus nos jogadores, acho que deve ser a Liga, no momento próprio, a verificar se estão preenchidos os requisitos e a aplicar as sanções devidas», explicou.

Questionado sobre à possibilidade de alguns clubes não cumprirem os pressupostos financeiros impostos pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) para a época 2013/14, avançada no domingo por dirigentes do Sporting da Covilhã, que acreditam que o clube possa ser “repescado”, Evangelista não se mostrou surpreendido.

«O futebol português vive momentos difíceis. Ao longo da época houve incumprimentos salariais. Agora, quanto ao licenciamento e aos requisitos que os clubes devem cumprir, compete à Liga aferir e aos clubes interessados fiscalizar. Os clubes devem exigir ao longo de toda a competição que todos os concorrentes estejam no mesmo plano de igualdade, porque têm todo o direito de exigir a aplicação de regras e sanções aos incumpridores», referiu Evangelista, aludindo ao caso da formação serrana.

No domingo, o presidente da Assembleia Geral do Sporting da Covilhã, Luís Veiga, revelou “circunstâncias” que o levam a pensar na permanência na II Liga, assumindo ter indicações de que dois clubes não vão conseguir cumprir os requisitos para a inscrição na II Liga.

O Sporting da Covilhã terminou a II Liga em 20.º lugar, em lugar de descida, à frente do Vitória de Guimarães B e do Freamunde.

O clube serrano inscreveu-se na edição de 2012/13 da II Liga, depois de ter beneficiado do facto de a União de Leiria, última classificada no campeonato de 2011/12 da I Liga, não ter cumprido os requisitos obrigatórios no processo de inscrição.

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