"O Benfica está muito forte e, apesar do Braga continuar invicto, não sei se pela margem mínima ou por quatro ou cinco golos de diferença, tenho a certeza que vai vencer no sábado", vaticinou à agência Lusa.

A razão de tal convicção radica naquele que Jorge Gomes apelida de "quarteto endiabrado": Aimar, Di Maria, Saviola e Cardozo, jogadores que são "muito difíceis de parar", notou.

Para Jorge Gomes, este ano o Benfica fez algumas "contratações incríveis", de jogadores "acima da média", o que aliado ao "grande treinador" que tem, torna o clube um "forte candidato ao título".

"Mas não se pode esquecer o FC Porto, a luta vai ser entre essas duas equipas. O Sporting é muito difícil, só com um milagre", analisa.

Quanto ao Sporting de Braga, segundo classificado com os mesmos pontos que o Benfica (22), o antigo avançado lembra as últimas temporadas para considerar que há uma altura do campeonato em que a equipa quebra e, por isso, não deverá aguentar a luta pelo título até ao fim.

"Nos últimos cinco, seis anos tem feito boas campanhas, até nas competições europeias, mas chega a um ponto em que estoura fisicamente e depois não tem as mesmas condições dos 'grandes', em que sai um jogador e entra outro e não se nota a diferença", observou.

Jorge Gomes, que ficou mais conhecido pelo poderio físico e espírito de combatividade do que pelos seus atributos técnicos, diz esperar "um bom espectáculo", sábado, no Estádio Municipal de Braga, que deve registar uma grande enchente.

"O Benfica sempre foi grande, mas com estas exibições e resultados o apoio dos seus adeptos tem sido impressionante, uma loucura", admitiu.

O ex-jogador, 55 anos, está radicado em Braga e neste momento espera que alguém se lembre dele para integrar um "projecto bom", preferencialmente na área da formação, onde já tem alguma experiência em clubes da cidade (Maximinense e Realense).

A chegada de Jorge Gomes ao Benfica marcou uma nova era no clube da Luz que, até à data, jogava apenas com jogadores portugueses.

Foi necessário que, em Julho de 1978, uma assembleia-geral extraordinária alterasse os estatutos do clube "encarnado" para permitir que jogadores estrangeiros jogassem no Benfica.

Em Agosto de 1979, o Benfica contrata ao Boavista o ponta-de-lança brasileiro que, dois anos de pouco sucesso depois, rumou a Braga onde se tornou um dos símbolos do Sporting local na década de 80 do século passado.

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