Júlio César, antigo guarda-redes do Benfica, considera que Luiz Felipe Scolari seria a escolha certa para treinar o Sporting.

À margem de um evento de lançamento do Mundial'2018, o guardião brasileiro considera que o antigo selecionador de Portugal seria uma "boa escolha" para recuperar "a credibilidade do clube", mas avisa que não quer ver o Sporting sagrar-se campeão nacional.

"Seria bacano porque ele iria pagar-me mais uns jantares", começou por dizer Júlio César em tom de brincadeira, citado pelo jornal Record. "É uma pessoa que já se sente lusitana, metade portuguesa e metade brasileira. É um treinador que sabe liderar, sabe ser pai do jogador e sabe exigir nos momentos em que o deve fazer. O Sporting faria uma boa escolha. Se ele vier, teria aqui um amigo", acrescentou.

"Irei torcer por ele, obviamente, mas o Sporting sempre como vice-campeão e o Benfica como líder. Quero que o Benfica seja sempre campeão e que o Sporting fique em segundo", rematou.

Invasão à Academia de Alcochete e regresso ao Benfica

O antigo guardião do Benfica falou ainda do ataque aos jogadores do Sporting em Alcochete, recordando que já passou por uma situação semelhante.

"Passei por isso quatro vezes no Flamengo. Sentimos desilusão. O jogador de futebol é visto como mercenário, que só está ali para ganhar dinheiro. Quando isso acontece, o jogador perde carinho de vestir a camisola. Perdi interesse de jogar no Flamengo, mesmo sendo flamenguista. Sentimo-nos vulneráveis, desprotegidos. É o que está a acontecer aos jogadores do Sporting. Psicologicamente ficam afetados, ainda por cima a jogar uma final [Taça de Portugal] a seguir", afirmou.

Júlio César explicou ainda os motivos que o levaram a deixar o Benfica no final do mês de novembro do ano passado.

"Cheguei a uma altura em que não era titular, mas isso nunca foi problema para mim, sempre fui jogador de grupo. O problema era a minha coluna. Tomava medicamentos fortes para treinar, mas não jogava. Não estava a somar dentro e fora das quatro linhas. O problema da minha coluna estava a deixar-me depressivo. Estava a ser injusto com o Benfica. Falei com o presidente, mas depois surgiu o Flamengo e acabei por fazer três meses para fechar o livro como queria", reiterou, antes de falar sobre Bruno Varela, guarda-redes que agarrou a titularidade nos 'encarnados':

"[Varela] É um miúdo muito profissional. Tem qualidade para jogar no Benfica. Mas jogar no Benfica não é fácil, há uma pressão muito grande. Ele tem grande qualidade, só precisa de ter sequência."

Questionado sobre um possível regresso ao clube da Luz, o guardião brasileiro referiu que regressar a Portugal está nos seus planos.

"O meu futuro passa por Portugal. Escolhi Lisboa como cidade para morar. O Benfica tem espaço muito importante na minha carreira. Cheguei numa altura muito triste, depois da Copa [Mundial] no Brasil, estava a pensar acabar a carreira. O Benfica deu-me um sorriso", finalizou.

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