O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Mário Figueiredo, disse hoje, em Oliveira de Azeméis, que pretende apresentar uma proposta de lei em que a Liga figure como entidade gestora dos direitos televisivos.

«O equilíbrio dos clubes tem vivido de receitas extraordinárias. Essas receitas extraordinárias advêm da venda de jogadores – sendo que Portugal é o único país da Europa com receitas positivas das transferências - e das verbas recebidas dos direitos televisivos», referiu Mário Figueiredo, à margem do XII Congresso Nacional de Treinadores, a decorrer em Oliveira de Azeméis.

O dirigente, que considera que os valores gerados pelas transmissões televisivas são o dobro do recebido pelos clubes, adiantou: «Como é possível que os clubes de futebol só recebam 65 milhões de euros de receitas televisivas? Temos que alterar isto. É nossa intenção preparar uma proposta de lei, na qual queremos a contribuição de todos».

«Em toda a Europa, os direitos televisivos são centralizados na Liga. Só Portugal e Espanha não têm os direitos centralizados na Liga», alertou o presidente da LPFP, adiantando que a proposta a apresentar se assemelha ao "modelo italiano" e que contempla que parte das verbas sejam encaminhadas para a Associação Nacional de Treinadores de Futebol e para o sindicato de jogadores, o que poderia atenuar o problema dos salários em atraso, tanto de treinadores como de jogadores.

Para Mário Figueiredo, isso vai permitir «que não se continue a falar em salários em atraso, porque, havendo uma entidade que controle, terá sempre na mão a possibilidade de pagar».

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