Governantes terão tentado fazer pressão para que o Benfica não fosse prejudicado no caso das possíveis sanções com jogos à porta fechada por parte do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ).

A notícia é avançada pelo Correio da Manhã na sua edição deste sábado. O jornal cita mesmo uma alegada declaração do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, em 2017.

"O Benfica está acima da lei. Nós não podemos tratar todos os clubes de igual modo. O Benfica tem mais adeptos do que a população de alguns países", terá dito o ministro numa conversa com o secretário de estado do desporto, João Paulo Rebelo e com o ex-presidente do IPDJ, Augusto Baganha.

De acordo com o jornal, o registo consta de uma agenda do ex-presidente do IPDJ que está nas mãos do Ministério Público, depois de uma denúncia feita à Procuradoria-Geral da República em junho de 2019, de pressões por parte de governantes para ajudar o Benfica.

Também João Paulo Rebelo, secretário de estado, terá proferido comentários semelhantes ao do ministro da Educação: "Mas você pensa que alguma vez o Benfica vai deixar de jogar no seu estádio, mesmo com aquela notificação".

Augusto Baganha confirmou ao jornal as pressões exercidas sobre si. Já o gabinete do Ministro da Educação foi categórico na resposta, afirmando que "nada nem ninguém está acima da lei" e que "as referidas afirmações são desprovidas de sentido, pelo que a denúncia não tem qualquer sentido ou fundamento".

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