Nelo Vingada não gostou da exibição diante do Vitória de Setúbal (0-0), na primeira jornada, e ainda que encontre "alguma compreensão" para tal "não chega para justificar alguns momentos", disse hoje na antevisão da recepção ao Benfica.

Por isso, avisou, a equipa "tem que ser diferente, em tudo, porque se for igual não terá a mínima hipótese".

O técnico revelou também a ideia de um Vitória de Guimarães "camaleónico" durante o campeonato explicando que poderá alterar o sistema de jogo - e jogadores - conforme os adversários e as circunstâncias.

Isso vai acontecer já com o Benfica, uma vez que Nelo Vingada vai mexer na defesa (sem Milhazes, por opção, e Mendieta, lesionado, terá que adaptar um jogador para o lado esquerdo do sector mais recuado), sendo que as alterações poderão não ficar por aí.

Sobre o Benfica, disse que "está bem, tem feito jogos muito bons, mas todos começam 0-0, nenhuma equipa do mundo conseguiu ainda vencer antes do jogo começar", disse.

Vingada afirmou ainda que é "muito cedo" para considerar o Benfica a melhor equipa portuguesa do momento.

"Está claramente melhor que a época passada, mais consistente, com um élan diferente, ganharam 4-0 na Europa e isso é claramente indiciador de grande valor e grande classe, mas há outras equipas boas", reforçou.

O treinador considera ainda que o Vitória de Guimarães "cresceu" desde que jogou - e perdeu (2-0) - com o Benfica na pré-temporada: "O contrário seria mau. Amanhã [domingo] veremos se será suficiente para provocar danos com o Benfica", disse.

O treinador da equipa vimaranense prometeu um Vitória de Guimarães "organizado, atrevido, ambicioso e que vai querer ganhar o jogo", ainda que com "argumentos diferentes" dos do Benfica.

Nelo Vingada reconheceu que o Benfica tem "muitos argumentos a favor" para ganhar o jogo, como o "orçamento, peso, história, mas amanhã [domingo] são 11 contra 11 e o Benfica tem também pontos fracos".

"Não há equipas perfeitas, isso não existe em futebol", concluiu.

O jogo realiza-se domingo, às 18:00, com arbitragem de Pedro Proença, de Lisboa, e o Estádio D. Afonso Henriques vai registar uma assistência perto da lotação máxima do recinto, ou seja, perto de 30 mil pessoas.

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