Já lá vão 12 anos desde que Mitchell Van der Gaag aterrou no Funchal para alinhar no Marítimo. Era então um defesa central experiente, à beira de completar 30 anos, e sem qualquer ligação anterior ao futebol português.

Na Madeira construiu uma sólida reputação como um dos melhores centrais do campeonato, onde a idade lhe conferia a tranquilidade necessária perante qualquer obstáculo. E assim seria até pendurar as chuteiras, em 2007, no único ano cumprido nos sauditas do Al Nasr.

A experiência revelou-se fugaz e logo na época seguinte o holandês mais madeirense do futebol nacional voltou “à sua ilha” para dar os primeiros passos na carreira de treinador. Uma carreira que se construiu degrau a degrau. Primeiro, foi adjunto no Marítimo B; depois, subiu ao cargo de técnico principal dos B madeirenses e por fim em 2009/10 saltou para a primeira equipa.

A temporada de estreia não podia ter corrido melhor ao jovem holandês, que conseguiu conduzir a equipa aos lugares europeus, com o 5º posto, numa “ultrapassagem” sobre a meta da última jornada ao V. Guimarães.

Porém, a época seguinte não correu de feição e Van der Gaag acabou por abandonar prematuramente o cargo. Seguiu-se uma travessia no deserto de quase um ano e meio até se cruzar no caminho do Belenenses.

Apesar das muitas dificuldades financeiras, o histórico clube do Restelo sonhava com o regresso ao lugar que é historicamente seu: entre os grandes do futebol de Portugal. Quis o destino que esse regresso fosse liderado pelo treinador holandês, numa época irrepreensível culminada com o título de campeão da II Liga.

As caraterísticas reveladas enquanto jogador continuam bem evidentes no agora treinador. Para Mitchell Van der Gaag, a meta é a tranquilidade na I Liga. A sua e a do Belenenses.

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