O presidente do FC Porto, Pinto da Costa, admitiu hoje em tribunal “não ter entendido o mau ambiente que se vivia no Sporting”, que fez com que Bruno de Carvalho começasse a ser “contestado por toda a gente”.

“Eu sentia que havia um ambiente mau, nunca entendi bem porquê, meses antes o Bruno de Carvalho teve 90% numa assembleia geral e pouco depois começou a ser contestado por toda a gente. Não compreendi muito bem essa mudança”, afirmou Pinto da Costa, ouvido durante cerca de 15 minutos por videoconferência na 31.ª sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, em 15 de maio de 2018.

Pinto da Costa disse ter presenciado, em 04 de fevereiro de 2018, uma conversa que o deixou “chocado”, mas que encarou “na brincadeira”, entre Bruno de Carvalho e Jaime Marta Soares, à data, presidentes da Direção e da Mesa da Assembleia-Geral (MAG) do clube de Alvalade, respetivamente.

Segundo o presidente portista, Bruno de Carvalho dirigiu-se a Marta Soares dizendo: “Este também era dos croquetes e eu reabilitei-o”. Ao que o antigo presidente da MAG respondeu: “Isto ainda acaba tudo destituído”.

Pinto da Costa, que lidera o FC Porto há 37 anos, disse ter tido “uma excelente relação com todos os presidentes do Sporting” e admitiu ainda manter contacto com alguns, como “Sousa Cintra, Filipe Soares Franco e Godinho Lopes”.

O processo, que está a ser julgado no tribunal de Monsanto, em Lisboa, tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, ‘Mustafá’, líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes.

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